Novo drone é capaz de pousar em paredes

Pesquisadores da Universidade de Sherbrooke, no Canadá, estão desenvolvendo um drone capaz de pousar em paredes. Batizado de Multimodal Autonomus Drone (S-MAD), a pequena aeronave foi inspirada em aves que utilizam as asas para diminuir a velocidade durante o voo.

Com sensores a laser e de movimentos, o equipamento detecta a parede e automaticamente inclina em 90 graus o seu “nariz”. Esse movimento permite que a aeronave reduza a aceleração e utilize um sistema de garras com microespinhos para pousar em locais que drones tradicionais não conseguem.

Um dos pontos críticos da tecnologia é que o drone não é capaz de voltar para a posição inicial. No entanto, para solucionar essa dificuldade, os pesquisadores utilizam uma manobra conhecida como pitch-up, que transforma o drone de asa fixa em uma espécie de helicóptero.

Por enquanto, o S-MAD é apenas um protótipo funcional, mas o objetivo do projeto é possibilitar que empresas e instituições governamentais coletem informações em pontos que o ser humano ou qualquer outra máquina não consegue chegar.

@techtudo

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Caminhão elétrico da Tesla deve percorrer quase 500 km sem recarga

A Tesla planeja revelar no mês que vem um caminhão elétrico de longo alcance com capacidade para rodar de 322 a 483 quilômetros (200 a 300 milhas), de acordo com a agência Reuters.

A novidade é um sinal de que a montadora de veículos elétricos está se voltando ao transporte regional para sua entrada no mercado de frete comercial.

O presidente-executivo Elon Musk prometeu divulgar um protótipo do Tesla Semi Truck em setembro em uma tentativa de expandir o mercado da companhia além dos carros de luxo.

O empresário atraiu a indústria de transporte rodoviário com a perspectiva de um veículo pesado movido a bateria que pode competir com os convencionais alimentados a diesel, que podem viajar até 1.610 quilômetros com um único tanque de combustível.

Scott Perry, um executivo da operadora de frotas Ryder System, disse que se encontrou com autoridades da Tesla no início do ano para discutir essa tecnologia.

Ele disse que os esforços da empresa estão centrados em uma grande plataforma elétrica conhecida como “cabine do dia”, sem espaço de descanso, capaz de viajar cerca de 322 a 483 quilômetros com uma carga útil sem recarregar.

Em resposta a e-mail enviado pela Reuters pedindo comentários, a Tesla respondeu: “a política da Tesla é de sempre se recusar a comentar sobre especulações, sejam elas verdadeiras ou não, pois isso seria tolice. Tolice!”

O plano da empresa, que poderia mudar a maneira como os caminhões são desenvolvidos, é consistente com o que pesquisadores de bateria afirmam ser possível com a tecnologia atual.

A Tesla não disse publicamente o quão longe o caminhão elétrico pode viajar, quanto custará e quanta carga transportará.

Mas Musk reconheceu que a companhia se encontrou em particular com potenciais compradores para discutir suas necessidades.

Aproximadamente 30% dos empregos de transporte por caminhão dos EUA são viagens regionais de 161 a 322 quilômetros, de acordo com Sandeep Kar, diretor de estratégia da Fleet Complete, que rastreia e analisa o movimento de caminhões.

O interesse em caminhões elétricos é alto para as empresas de transporte que procuram reduzir suas emissões de poluentes e custos operacionais.

Mas a tecnologia atual para alimentar caminhões em todo os Estados Unidos não é simples, os especialistas dizem que as baterias necessárias seriam tão grandes e pesadas que haveria pouco espaço para a carga.

@blogdocaminhoneiro

Proposta quer proibir o implante de chips de identificação sem autorização

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou oficialmente uma proposta que proíbe que chips de identificação sejam implantados em seres humanos sem a devida autorização – seja da própria pessoa ou de seu representante legal –, salvo em casos de determinação judicial.

De acordo com o anúncio oficial feito pela Agência Câmara Notícias, o novo projeto, feito pelo deputado Missionário José Olimpio, não está limitado apenas a esse tipo de dispositivo. Qualquer outro aparelho eletrônico ou eletromagnético que permita algum tipo de rastreamento, independente se via GPS, telefonia, rádio ou mesmo antenas.

“Entendemos que a implantação de chips em seres humanos representa uma evolução na área da segurança pública, mas sua utilização dependerá de autorização da pessoa”

Vale notar que, originalmente, o projeto proibia a implantação desses chips por completos. O motivo, segundo Olimpio, era que, embora esses dispositivos tenham grande potencial para ajudar nas políticas de prevenção e repressão de crime, eles também facilitavam o rastreamento dos cidadãos para se tornarem alvos de perseguições e atentados. No entanto, o projeto foi alterado para permitir seu uso com a devida autorização da pessoa.

“Entendemos que a implantação de chips em seres humanos representa uma evolução na área da segurança pública, mas sua utilização dependerá de autorização da pessoa, para não configurar violação, por exemplo, ao direito à intimidade e à privacidade, que são previstos na Constituição Federal”, explicou João Campos, relator cujo texto substitutivo do projeto foi aprovado.

Resta esperar apenas, por fim, que a proposta seja analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

@tecmundo

Novo drone é do tamanho de um Boeing e pode voar meses sem parar

Que os chineses possuem uma mentalidade um tanto megalomaníaca, não é novidade para ninguém. Você, leitor da SUPER, deve se lembrar, por exemplo, da réplica do Titanic em tamanho original que eles estão construindo por lá, ou do radiotelescópio gigantesco que eles criaram para caçar alienígenas. Mas, agora, um outro grande desafio chama a atenção: fazer com que um drone que funcione a energia solar voe mais alto que aviões comerciais, por até meses sem parar – e a uma velocidade que pode passar dos 200 km/h.

A belezinha ganhou o nome de Caihong, que significa arco-íris em chinês, mas é carinhosamente conhecida como CH-T4. Foi criada pela Academia Chinesa de Aerodinâmica Aeroespacial (CAAA) e, da ponta da asa até a outra, é tão grande quanto um Boeing 737-800: são 40m de tamanho. Para que o modelo pese 400 quilos – quase 200 vezes menos do que o Boeing pode pesar – o segredo está nos materiais de que é feito: plástico e fibra de carbono.

Voar na casa dos 65 mil pés (correspondência na aviação para os 20 mil metros, o dobro dos aviões comuns) significa uma visão totalmente livre de nuvens, e, assim, um aproveitamento gigante da luz solar. A energia conseguida durante o dia permite abastecer as baterias acopladas no drone, que fornecerão a energia necessária para voar à noite.

Durante um teste feito no fim do mês passado, o protótipo saiu de um aeroporto do noroeste da China de manhã e retornou à noite. Mas, de acordo com os cientistas da CAAA, o CH-T4 foi projetado para fazer trajetos bem mais demorados – que podem durar até meses. E o melhor, de maneira quase independente, sem grande necessidade de supervisão humana.

No que diz respeito a tamanho e altitude, o primeiro lugar entre os drones permanece pouco ameaçado com o Helios Prototypedesenvolvido pela Nasa e que supera a versão chinesa em tamanho e autonomia. O modelo tem envergadura de 75 metros e conseguiu, em agosto de 2001, voar a mais de 96 mil pés. No entanto, voar por meses tornaria o drone chinês o melhor no quesito autonomia – entre qualquer aeronave movida a energia solar. Certos drones já foram capazes de voar alguns dias sem parar, e, no ano passado, um avião chegou a circundar o mundo em 23 dias initerruptos, movido apenas pela força do Sol.

Apesar de ainda não estar pronto para ser produzido em larga escala, espera-se que o CH-T4 sirva para aplicações comerciais em breve, atuando em áreas como telecomunicações e sensoriamento remoto.

@super.abril

Tigrara e Elza Romero fazem inventário de 4.000 itens em duas horas

As lojas Tigrara e Elza Romero passaram a utilizar uma solução baseada na tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), para aumentar o controle e a visibilidade sobre os produtos que comercializa, desde o momento em que saem das fábricas, passando pelo Centro de Distribuição (CD), até chegar ao consumidor final. E o retorno sobre o investimento (ROI) na tecnologia fica explícito na hora de realizar o inventário mensalmente, que hoje leva apenas duas horas, com apenas um colaborador, para encontrar e identificar as 4.000 peças de confecção em estoque.

Nada mal se comparado ao tempo do processo anterior, com códigos de barras, que precisava de seis pessoas e durava mais de 12 horas para se realizar um inventário completo. Sem falar que o novo processo com RFID oferece precisão de mais de 99,9% das quantidades de itens em estoque, inclusive no CD, permitindo uma melhor gestão e localização de cada produto a ser comercializado, o que resulta em melhores resultados para a empresa, ainda mais indispensáveis em tempos de crise.

Concebidas para atender a demanda das mulheres independentes, sensuais e com atitude, as marcas femininas Tigrara e Elza Romero, baseadas em Cianorte (PR), oferecem design e conceito próprios em seus mais de 45.000 itens comercializados por mês.

A partir da adoção do processo com a solução RFID da iTag Tecnologia, a empresa passou a utilizar uma impressora RZ400 da Zebra Technologies e o middleware iTag Iprint para gerar as etiquetas RFID por Ordem de Produção (OP).

As etiquetas RFID com identificação única para cada produto são enviadas às facções para que, no momento do acabamento, possam ser fixadas em seus respectivos itens, com dados contendo descrição da peça de roupa, cor e tamanho. Quando enviadas da fábrica para o CD, as mercadorias passam pelo processo de finalização de OP e são lidos dentro das embalagens lacradas em um portal com leitores RFID, antes de seguirem para o armazenamento em estoque.

Ao receber o pedido de compra de clientes ou transferência para as lojas, o CD envia as remessas para a expedição. Neste momento, o sistema de gestão eletrônico (ou ERP) Virtual Age, da Totvs, integrado com o iTag Monitor, valida as coletas de produtos executadas para cada OP e mostra possíveis divergências, se houver. O banco de dados funciona em cloud computing.

Logo após a validação, o sistema gera um romaneio e libera o volume para seguir com os itens para o setor de embalagem, que será lacrada com os produtos em seu interior. O pacote é então levado ao portal novamente, para que uma nova leitura possa ocorrer, validando a caixa lacrada por item e romaneio, incluindo os códigos de cada peça de roupa. Este processo garante a entrega exata do pedido ao cliente, sem erros.

Assim, mensalmente, graças à adoção da tecnologia, os inventários são realizados utilizando o leitor RFID modelo RFD 8500 da Zebra, vinculado à aplicação iTag Alert. Antes da tecnologia RFID, os processos eram realizados por meio de conferências manuais e códigos de barras, o que era demorado e induzia a erros. Ao término do processo de produção nas fábricas, os produtos eram enviados para o CD e conferidos manualmente, por códigos de barras, o que mobilizava grande parte da equipe.

Uma vez dada a entrada, a mercadoria seguia para a área de armazenamento, onde os operadores, de posse do pedido de compra dos clientes ou lojas próprias, executavam o picking dos produtos. O picking, por sua vez, também era faturado de forma unitária por código de barras, gerando a lentidão típica de um processo manual. Os erros só seriam encontrados no recebimento da mercadoria pelo cliente ou nas lojas próprias da empresa, onde se conferiam manualmente os produtos recebidos com as informações da nota fiscal.

A partir da tecnologia RFID, a empresa passou a controlar os produtos desde as facções até a expedição no CD. As etiquetas são impressas no CD e enviadas às facções conforme o número da OP. Os produtos etiquetados chegam ao CD onde são conferidos dentro das embalagens, sem necessidade de serem abertas, antes de seguirem para o estoque. Ao receber o pedido de compra de clientes ou transferência para as lojas, o CD envia os pickings para o portal RFID, onde fica a expedição, e realiza mais uma leitura RFID.

Depois, a embalagem com itens é lacrada e o volume, levado até o portal novamente, para que uma nova leitura possa ocorrer validando o processo. A implantação RFID não segue o padrão passivo EPC UHF, da GS1, segundo a iTag, afirmando que os equipamentos atendem todas as especificações do padrão, se um dia a empresa resolver adotá-lo.

Dois leitores são utilizados nos processos RFID no CD das lojas Tigrara e Elza Romero, sendo que o primeiro está na área de finalização de OP e o segundo na área de faturamento, fazendo a conferência dos itens etiquetados com RFID nos processos de entrada ou faturamento, e verificação das caixas lacradas para entrega aos clientes e lojas próprias da confecção.

“Utilizamos o leitor RFID Zebra RFD8500 vinculado à aplicação iTag Alert para a realização mensal de balanços nas lojas, todo o trabalho da execução do balanço é terceirizado a pedido da Tigrara e Elza Romero”, afirma o CEO da iTag Tecnologia, Sérgio Gambim.

A solução completa utiliza os seguintes equipamentos no CD: dois kits Acura Edge 50, com antenas Acura UHF Monoestáticas, e uma impressora Zebra modelo RZ400. Nas lojas, utiliza-se um leitor RFID Zebra RFD 8500. São utilizadas ainda as etiquetas iTag Adesivas, no tamanho 7 cm por 2 cm, com chip EM 4124. “O maior desafio que tivemos para realizar as leituras foi a adequação dos processos e alinhamento das tags de coleção, para que não possuíssem arte com muitos detalhes metalizados”, afirma Gambim.

O setor de TI da Tigrara e Elza Romero já conheciam a tecnologia RFID antes da implantação e, quando da ampliação da empresa, optaram por implantar a tecnologia para facilitar e agilizar os processos logísticos do CD e lojas próprias. “Após a implantação da tecnologia RFID na loja, reduzimos o tempo dos processos desde o CD até cada estabelecimento”, explica Gambim. “Além disso, eliminamos entregas divergentes pela leitura das caixas lacradas e aumentamos a rastreabilidade dos itens”.

A iTag já prepara os próximos passos para aprimorar o uso da tecnologia pela Tigrara e Elza Romero. “Nosso próximo processo será o controle de OP nas facções, onde a etiqueta iTag de costura será impressa com o número da OP”, detalha. “Com isso, nas visitas do auditor da empresa às facções, ele poderá conferir de forma rápida os produtos da OP para controlar, antes da entrega ao CD, os produtos por quantidade, cor e tamanho, o que dará à empresa um controle inexistente hoje no processo de auditoria de todas as OPs”.

Em se tratando de ganhos, de acordo com a iTag, podemos destacar a comparação do código de barras versus a tecnologia RFID e o tempo de execução entre os processos. O tempo que se gastava para realizar as tarefas do CD e das lojas era praticamente o dobro do que hoje, com a tecnologia RFID. O middleware iTag Monitor, por exemplo, realiza a leitura das etiquetas RFID e as monitora por meio do EPC de cada uma delas.

Já o middleware iTag Iprint imprime as etiquetas RFID serializadas. O sistema foi homologado pela GS1 para realizar a impressão das etiquetas RFID no padrão EPC Gen 2. A aplicação iTag Alert, por sua vez, faz os inventários mensais nas lojas Tigrara e Elza Romero.

@rfidjournal