A identificação por radiofrequência (radio frequency identification – RFID) que identificam qualquer objeto com uma etiqueta RFID, agora está sendo utilizada para identificar animais em estudos e criações.

O uso de frequências de rádio para a identificação de tags permite a comunicação cega, a distâncias variadas e, às vezes, com centenas de objetos quase simultaneamente. Essa tag pode ser descriptografada por um leitor externo que coleta e transmite as informações contidas, não exigindo nenhum contato, o que torna a tecnologia uma ótima aliada com os animais. 

 

O monitoramento automatizado de alvos em movimento – neste caso os animais – por meio da tecnologia de RFID permite a amostragem de dados eficiente e extensiva dos níveis individuais de atividade e, portanto, é comumente usada para pesquisa ecológica. Além de estar inserido no cotidiano da população de forma imperceptível, como por exemplo a prevenção contra roubo, gerenciamento de estoque, identificação de animais de estimação e de criação, crachás de acesso, etc. 

 

Esse acompanhamento vias as aplicações RFID, tem sido aplicado com sucesso em diversas áreas de pesquisa e abrangendo uma variedade de sistema de estudos, como, movimento e ecologia de forrageio, conservação da vida silvestre e interações de redes sociais. Um bom exemplo são as aves, que desde o início parecem ser um sistema de estudo particularmente adequado para a aplicação da tecnologia RFID, tendo em vista que as etiquetas podem ser facilmente implantadas sob a pele ou incorporadas em bandas de perna, sem efeitos a longo prazo sobre o sucesso reprodutivo ou a sobrevivência. Estes estudos vêm incluindo os vertebrados (peixes, salamandras, roedores, morcegos, etc) e invertebrados (exemplo, abelhas, besouros, formigas, etc.). 

 

Já com a criação de animais, o controle dos animais é necessariamente individual, para garantir a rastreabilidade e oferecer informações sobre a vida do animal desde o nascimento até a comercialização do produto final com transparência. Outro aspecto de extrema relevância é a associação da identificação individual à adoção de normas e procedimentos em Boas Práticas Agropecuárias, de forma a garantir ao mercado consumidor a oferta de alimentos livres de resíduos e contaminantes de qualquer natureza. 

 

No entanto, o processamento de dados RFID ainda é um problema em grande parte não resolvido, o que potencialmente leva a estimativas imprecisas de atividade comportamental. Sendo um dos principais desafios durante o processamento de dados, isolar as ações comportamentais independentes de um conjunto de detecções supérfluas não dependentes.

 

– Fonte: Revista AdNormas

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