Em vez de carro elétrico, Apple desenvolve software para veículos autônomos

Rumores de que a Apple estaria preparando um carro elétrico para lançar sob sua marca nos idos de 2020 ou 2021 têm corrido a web por um bom tempo, mas parece que a empresa mudou um pouco seu foco. Em vez de fabricar um carro do zero, como era imaginado inicialmente, a empresa deve concentrar seus esforços na criação de um software para veículos autônomos.

Ou seja, a Maçã teria deixado de lado, por enquanto, a fabricação de um “Apple Car” para competir diretamente com a Google no ramo dos sistemas de autônomos para veículos. Outras empresas também já estão pesquisando e desenvolvendo soluções nesse sentido, mas a Google é claramente a mais avançada na corrida para lançar algo comercialmente em breve.

A informação sobre essa mudança de foco dentro da Apple no que tange a carros foi publicada inicialmente pela Bloomberg, mas não há nenhuma confirmação oficial por parte da Maçã, como esperado.

Via @tecmundo

 

EUA ampliarão RFID na segurança de aeroportos

A American Airlines financiará a nova infraestrutura para triagem em quatro aeroportos, segundo a Transportation Security Administration (TSA)

A Transportation Security Administration (TSA) planeja expandir a implantação da tecnologia de triagem de bagagem por identificação por radiofrequência (RFID) para 60 pistas dos aeroportos dos Estados Unidos (EUA) até o final deste ano. A TSA, agência doDepartment of Homeland Security, tem utilizado RFID em testes no Hartsfield-Jackson Atlanta International Airport, desde o final de maio de 2016. A tecnologia comprovou aumentar a eficiência da triagem de passageiros em 30%, segundo a agência.

Com o intuito de atrair o apoio das companhias aéreas para financiar as implantações, previstas para serem concluídas no segundo semestre deste ano, a TSA vai trabalhar com a American Airlines para instalar a tecnologia nos aeroportos Chicago O’Hare Internacional, Dallas Fort Worth, Los Angeles International e Miami International. Robert Isom, COO da American Airlines, enviou uma carta aos funcionários de sua empresa, indicando que a companhia está gastando US$ 5 milhões para melhorar a tecnologia de triagem nos centros da American Airlines. “As pistas de triagem automatizadas são muito novas nos aeroportos norte-americanos”, escreveu, “e incorporam as mais recentes tecnologias para que as coisas que são feitas hoje manualmente possam ser feitas eletronicamente amanhã”.

O sistema baseado em RFID é composto por correias transportadoras automatizadas que transportam as bagagens dos passageiros para máquinas de raios-X, desviando automaticamente qualquer uma que exija um exame adicional pelo pessoal da TSA. As etiquetas RFID passivas UHF são ligadas a cada mala neste processo com transmissão de dados para os interrogadores instalados em vários locais ao longo das correias, explica Mark Howell, porta-voz regional de TSA.

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Em maio, a TSA e a Delta Airlines instalaram duas pistas de triagem RFID no aeroporto de Atlanta. As malas vêm com etiquetas RFID UHF, cada uma com um número de identificação único. Um leitor de RFID na entrada das máquinas de raios-X permite que ID seja relacionado a uma foto tirada automaticamente.

Se o sistema ou o pessoal de triagem identificar um item suspeito-olhando, este é redirecionado para uma área de triagem manual. Outro leitor RFID capta esse evento, acionando assim o sistema para exibir a imagem na tela, de modo que possa ser comparada com a de raios-X. O pessoal da TSA também pode usar um leitor RFID portátil para puxar as imagens dos raios-X, de modo que possam ter certeza que estão procurando o volume correto.

LED superfino transforma sua pele em tela digital

Pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, desenvolveram uma tela de LED tão fina que pode ser utilizada sobre a pele sem atrapalhar a movimentação. O protótipo da e-skin, como tem sido chamado, pode ser utilizado para monitorar o oxigênio no sangue e tem sido apontado como o futuro das pulseiras fitness.
O conjunto de leds e fotodetectores orgânicos mede apenas 3 micrômetros de espessura. O principal atrativo é a flexibilidade do dispositivo, o que garante que ele não quebre com facilidade, apesar do tamanho.

e-skin

O projeto ainda está em fase experimental, mas já despertou a curiosidade pelas aplicações em que ele pode ser usado no futuro. O protótipo feito pelos pesquisadores consegue monitorar a quantidade de oxigênio no sangue e pode ser utilizado tanto por atletas quanto em pacientes em hospitais.

Por enquanto, a tela é capaz de exibir uma letra ou número de sete segmentos, mas no futuro os pesquisadores prometem aumentar a capacidade para exibir conteúdos mais complexos.

Outra característica que os pesquisadores querem melhorar é a forma em que o dispositivo fica preso a pele. No protótipo, é utilizado uma espécie de película adesiva, mas a ideia é que ele consiga ficar grudado sozinho. Ainda não se sabe quando a tecnologia será utilizada comercialmente, mas o produto desperta muita curiosidade.

Via LiveScience e NewScientist

Solução RFID evita perdas e rastreia inventário

Varejista de roupas masculinas do Reino Unido está usando o sistema para garantir que seus produtos estejam sempre disponíveis no estoque

Por Claire Swedberg

9 de maio de 2016 – Para melhorar a visibilidade do inventário e evitar perdas, a varejista de roupas masculinas do Reino Unido Gieves & Hawkes implantou um sistema de identificação por radiofrequência (RFID) em sua loja de Birmingham, na Inglaterra. A solução rastreia bens recebidos e armazenados na loja, em seguida, impede que a mercadoria não comprada seja levada para fora da porta da frente por soar um alerta. A empresa está expandindo sua implantação RFID para uma loja mais nova, localizada no leste de Londres, no bairro de Hackney. A tecnologia é fornecida pela empresa de soluções RFID Catalyst. Ambas Gieves & Hawkes e Catalyst são de propriedade da Li & Fung.

Gieves & Hawkes é uma loja de vestuário high-end para homens, com sede em Londres, com mais de 200 lojas só na China e cerca de 10 lojas no Reino Unido. A empresa foi fundada em 1771 e é uma das mais antigas do mundo. A família real britânica e militares usam ternos feitos sob encomenda pela empresa há vários séculos. A Gieves & Hawkes não respondeu aos pedidos de comentário.

A loja de Birmingham, que abriu no shopping Mailbox há cinco meses, apresenta uma entrada que mede cerca de 4 metros de largura e abre diretamente para o interior do shopping. Isso faz com que os itens de alto valor fiquem em segurança. Ao mesmo tempo, a loja não deseja instalar antenas visíveis ou dispositivos de vigilância eletrônica de artigos (EAS), que possam interferir com a estética da loja.

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A varejista enfrenta outro desafio que fez da RFID uma tecnologia desejável: garantir que sua mercadoria esteja sempre em estoque. A Gieves & Hawkes vende produtos pré-fabricados, à mão a todo momento. O armazenamento, no entanto, não é suficientemente grande para manter elevados volumes de cada tamanho de cada item. Assim, garantir que os produtos sejam repostos é imperativo.

A empresa começou a trabalhar com a Catalyst em 2015 e optou por instalar a tecnologia na estreia da nova loja. O objetivo, diz Lee Adams, diretor de marketing da Catalyst, “era ter uma segurança muito discreta e gerenciamento de inventário”. A RFID, explica ele, pode não só desencadear um alerta sonoro se um item não comprado, quando estiver sendo removido da loja, mas também indica qual item é. “Não é apenas um bleep mudo”, diz ele. “Há alguma inteligência por trás disso”.

Via @rfidjournal

Sem conhecimento, sem RFID

Ter conhecimento técnico é fundamental para atingir o sucesso em uma implantação de sistema RFID e colher os resultados da tecnologia.

Como os sistemas RFID (identificação por radiofrequência) utilizam ondas de rádio para trocar informações entre as etiquetas (tags) e os leitores (também chamados de interrogadores), a zona de interrogação, ou seja, a área onde ocorre a troca de informações, tem características que diferem de ambiente para ambiente. Em outras palavras, o comportamento das ondas de rádio varia de acordo com as condições ambientais ou dos objetos presentes; sendo assim, estas variantes também afetam o desempenho dos sistemas RFID.

Nos sistemas de identificação por radiofrequência, as ondas de rádio se propagam da etiqueta para o leitor ou vice-versa. Durante esta propagação, as ondas encontram materiais diferentes, interferências, e podem ser absorvidas ou até mesmo bloqueadas por vários objetos em seu caminho. Desta maneira, de acordo com os requisitos do meio, os desafios mudam de uma aplicação para outra. Por isso, entender estes fenômenos e de que forma as ondas se propagam é crucial para se atingir o sucesso na implantação dos sistemas RFID.

Por exemplo, para uma instalação RFID na configuração de cabinete deverá ser realizada a leitura de todos os objetos que estão dentro deste cabinete. Muitas vezes estes cabinetes são construídos de materiais metálicos, que permitem a reflexão do sinal de rádio. Assim, o sinal recebido por uma etiqueta em um ambiente deste tipo será o resultado de um somatório dos diversos sinais que chegam de todas as direções, após um número indefinido de reflexões. Esta soma, porém, pode ter um resultado insuficiente de potência, dificultando a leitura das etiquetas e prejudicando, assim, o funcionamento adequado do sistema RFID.

Para uma implantação de RFID funcionar, não basta apenas instalar umas antenas, conectá-las ao leitor, ligar este leitor a um computador e passar os objetos já etiquetados, com a finalidade de identificá-los. Implantar RFID precisa de muito mais conhecimento técnico para que se possam regular as potências nas saídas do transmissor, ajustar os ângulos das antenas de modo a garantir que o portal tenha uma zona de interrogação mais estável e eficiente, etc.

Além disso, é necessário conhecer como se fazem as programações dos leitores. Cada leitor tem uma configuração diferente para diversos aplicativos. Abordar estas diferenças de modo eficiente pode ser um diferencial nas implantações de RFID.

Para uma implantação mais eficaz, também é necessário conhecer as diferenças entre as etiquetas existentes. É incrível o número de etiquetas existentes no mercado para uma determinada finalidade, atualmente. A oferta está cada vez mais especializada e eficiente.

Sendo assim, para se conquistar o sucesso na implantação de um sistema RFID é necessário conhecimento técnico sobre os conceitos de radiofrequência para encontrar a estabilidade necessária na zona de interrogação. Também são fundamentais os conhecimentos sobre as opções de programação do leitor, para obter a melhor performance de interrogação das etiquetas, e também compreender as próprias etiquetas, para selecionar e realizar a aquisição daquela que pode ser mais eficiente para um determinado produto a ser etiquetado.