Solução RFID garante produtos mais frescos

Avery Dennison está levando a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para varejistas, com soluções destinadas a gerenciar alimentos frescos e até cosméticos. O comércio de cosméticos tem testado soluções de rastreamento RFID e uma cadeia de restaurantes está realizando experiência em segurança alimentar, com a Freshmarx da Avery Dennison. Para ampliar o uso da RFID em produtos alimentares, a empresa de tecnologia desenvolveu um chip seguro para micro-ondas, aplicado na embalagem de alimentos sem gerar calor.

A Freshmarx é o conjunto de soluções de segurança alimentar, conformidade e eficiência da Avery Dennison para lojas e restaurantes. Oferece sistemas para imprimir rótulos que podem ser aplicados em produtos para dar precisão de inventário, bem como detecção de temperatura e gerenciamento de inventário baseado em nuvem. Os produtos Freshmarx incluem a impressora 9417+ para rotulagem de gravação, que lista ingredientes, datas e informações nutricionais, e o software FreshMarx com uma interface touchscreen. A solução também permite incluir sensores de temperatura, colocados em unidades de armazenamento a frio, para monitorar as condições em torno dos produtos.

Com a RFID, a empresa informa que a segurança dos itens alimentares se torna automatizada. Os clientes da Avery Dennison que trabalham com produtos perecíveis enfrentam a crescente pressão financeira criada pelos altos custos de mão de obra e desperdício de produtos, bem como as demandas dos consumidores por transparência, diz Ryan Yost, gerente geral da Divisão de Soluções de Impressoras da Avery Dennison. Ele cita o aumento do salário mínimo [nos Estados Unidos] para os trabalhadores que recebem, manipulam e contam inventário de bens, bem como a gestão das datas de validade. No que se refere ao desperdício, o inventário de bens perecíveis é muitas vezes ultrapassado para evitar a falta, o que normalmente resulta na expiração de uma porcentagem do produto.

A longo prazo, a maioria dos varejistas de alimentos observa e planeja atender a uma tendência orientada pelo consumidor, na qual os clientes podem fazer compras sem esperar na fila, como o modelo Amazon Go. Para realizar isso, as lojas precisarão investir em tecnologias como RFID que podem capturar a identidade do produto selecionado para compra e, em seguida, vincular essa identificação ao cliente e ao seu cartão de crédito ou conta.

“Existe um papel para a RFID em todos os três desafios”, diz Yost, sobre custos trabalhistas, resíduos e tendências de consumo. Por exemplo, ele acrescenta que, lendo as tags de produtos nos pontos de embarque e recebendo com leitores de mão, até agora, comprovou, durante o teste, que pode reduzir o tempo de trabalho que os funcionários passariam examinando fisicamente os produtos.

A Freshmarx também dá alertas sobre quaisquer produtos que possam estar perto de vencer suas datas de validade ou armazenados sob temperatura inaceitável. Os trabalhadores podem ver esses dados no momento em que as tags são lidas, enquanto os gerentes recebem notificações solicitando que localizem os produtos em condições inadequadas. No entanto, a empresa observa que a maioria das implantações de RFID segue uma abordagem sob medida. O primeiro passo para os varejistas de alimentos é rastrear produtos embalados.

Segundo Francisco Melo, vice-presidente global de RFID e gerente geral da Avery Dennison, as lojas estão investigando o quanto podem capturar de dados dos produtos de bandeja ou contêiner, em vez de cada item separadamente (por exemplo, rastreando uma bandeja inteira de maçãs para uma determinada loja e prateleira, em vez de cada fruta). A maioria dos que testam ou implantam a tecnologia, acrescenta Melo, está usando leitores RFID portáteis para capturar dados.

O teste Freshmarx RFID está sendo realizado em fases por uma cadeia de restaurantes de fast food. A primeira etapa consiste em rastrear produtos etiquetados com RFID em um centro de distribuição e dois restaurantes. Depois o piloto se estenderá a 100 ou 150 restaurantes participantes.

Com a solução Freshmarx habilitada para RFID, uma etiqueta UHF passiva da Avery Dennison é colocada em cada caixa ou pallet de mercadorias no ponto de distribuição. À medida que os produtos são carregados em caminhões e depois recebidos no restaurante, as suas etiquetas são lidas para identificar quando cada item foi enviado e recebido. Os dados coletados são vinculados aos dados do sensor de temperatura Freshmarx dentro dos refrigeradores do caminhão, confirmando assim o ambiente ao qual foram expostos durante o trânsito. Outros dados armazenados com a informação do sensor incluem ingredientes do produto e requisitos de segurança.

A expansão para produtos de beleza continuou durante o ano passado, segundo Melo. Os varejistas de beleza estão seguindo o que ele chama de playbook de vestuário para empregar RFID, rastreando níveis de inventário de produtos em lojas e em áreas de exposição. O mercado de beleza segue o de vestuário, explica, em parte porque é complexo. Os produtos são pequenos, com presença de metal e líquidos, tornando-os mais desafiadores para a leitura das tags. No entanto, o valor dos dados de inventário precisos é especialmente importante, uma vez que os produtos têm alto valor.

No ano passado, de acordo com Melo, três empresas conduziram testes da tecnologia RFID da Avery Dennison para o rastreamento de seus produtos de beleza, incluindo Macy’s e outros varejistas. Muitas das empresas já possuem infraestrutura RFID para rastrear roupas ou outros bens em suas lojas, acrescenta, de modo que a expansão para produtos de beleza foi facilitada.

Até recentemente, as empresas tinham poucas opções de tags para pequenos recipientes de maquiagem ou perfumes. No entanto, Melo observa que a Avery Dennison oferece inlays projetados para essa aplicação e que funcionam bem. Por exemplo, a tag AD172u7 mede 22 por 12,5 milímetros, enquanto que, para itens longos e estreitos, a AD-160u7 se estende a 60 milímetros de comprimento, mas tem apenas 4 milímetros de largura. Outro chip, conhecido como AD-180u7, mede 26 milímetros de diâmetro e é moldado para tampas.

A Avery Dennison diz que agora está trabalhando para enfrentar outros desafios de hardware de etiquetas para o mercado varejista de alimentos. Com o crescente interesse em etiquetar produtos alimentícios, a empresa tem se concentrado em projetar etiquetas que sejam seguras quando colocadas em microondas. Desenvolveu o AD-250r6-P para alimentos refrigerados ou congelados. O rótulo UHF oferece capacidade de rastreamento padrão por item, juntamente com alto desempenho de leitura e segurança.

Uma das razões pelas quais algumas empresas ainda não testaram RFID em produtos alimentícios pode ser uma preocupação com o uso de microondas pelos consumidores, supõe Melo, devido a possíveis problemas de segurança. Uma etiqueta UHF padrão, com sua antena e chip de metal, não deve ser colocada dentro desse tipo de aparelho. No entanto, a Avery Dennison lançou uma etiqueta segura para microondas. A etiqueta vem com um chip Impinj R6-P.

@rfidjournal

Japão faz teste com caminhões semi-autônomos

No Japão já estão em testes avançados vários sistemas de condução autônoma para veículos leves e pesados. No último dia 23 um teste bem sucedido foi realizado, com um único motorista conduzindo três caminhões em comboio. O Japão sofre com a falta de motoristas profissionais, e já fez várias tentativas de resolver o problema, inclusive criando carteiras de motorista intermediárias, que não surtiram muito efeito.

Os caminhões em teste foram sincronizados por meio de tecnologia Wi-Fi, e tudo o que o motorista do primeiro caminhão fazia era repetido pelos demais caminhões. Não houve nenhum problema durante a viagem.

Por segurança, os outros veículos tinham motoristas para o caso de uma emergência, mas não foi necessário intervir em nada.

Os três caminhões usados eram de marcas diferentes e percorreram cerca de 15 quilômetros em uma via expressa na província de Shizuoka. A previsão é passar a vender o sistema a partir de 2020.

@blogdocaminhoneiro

9 Mudanças na Legislação de Trânsito 2018

Todos os anos, a legislação de trânsito passa por uma série de alterações. Se você ainda não sabe quais serão as novidades em 2018, não deixe de ler esse post. Preparamos um resumo imperdível com as 9 principais mudanças na legislação de trânsito que passarão a valer no país. Confira!

Maior punição para morte provocada por motorista bêbado

A punição para motoristas alcoolizados que provocarem morte no trânsito ficará mais rígida em 2018. Antes, a pena poderia ir de 2 a 4 anos de prisão. Agora, passa para 5 a 8 anos. Além disso, a condenação não poderá mais ser substituída por serviços à comunidade. Lembre-se: se beber, não dirija.

Multa para pedestres e ciclistas

A partir de abril de 2018, começa a valer a aplicação de multas a pedestres e ciclistas que andarem fora das áreas determinadas ou pedalarem de forma agressiva. Os pedestres poderão pagar multa no valor de R$44,19, enquanto os ciclistas devem pagar R$ 130,16.

CNH digital

Até 1º de fevereiro, todos os Detrans do país devem estar aptos a emitir a carteira de habilitação digital, que poderá ser acessada por meio de aplicativo para celular e tem a mesma validade da CNH em papel. Cada estado fica responsável por definir o custo da emissão. Clique aqui para tirar suas dúvidas sobre a CNH digital.

CNH com chip

Até 2019, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vai ganhar novo formato com o objetivo de dificultar fraudes. A carteira passará a ser um cartão de plástico com microchip semelhante aos cartões de crédito e débito.

CRLV digital

Outro documento que ganhará uma versão digital é o Certificado de Registro de Licenciamento de Veículo (CRLV). Até dezembro de 2018, o CRLVe, como será chamado, deverá ser implantado em todo o país.

Cinto de segurança de 3 pontos

Os cintos de segurança de três pontos também deverão aparecer em todos os bancos dos veículos lançados em 2018, com prazo máximo para mudança em 2020. O apoio para cabeça também deverá estar presente em todos os bancos. Atualmente, a maioria dos carros conta com cinto abdominal na posição central do banco traseiro.

Sistema Isofix

O Isofix, sistema que permite um prático encaixe para as cadeirinhas infantis nos veículos sem a necessidade de uso de cinto de segurança, deverá ser item básico dos carros lançados a partir de 2018. O prazo máximo para a mudança é 2020.

ABS ou CBS nas motos

A partir de 2018, 60% do total de novas motos no mercado devem contar com freio ABS, para motocicletas com mais de 300 cc, ou CBS. Antes, o índice era de 30%. Em 2019, a exigência será de 100% das motos do país.

Pagamento de multas com cartões de débito ou crédito

Em 2018, deve crescer o número de pagamentos de multas com cartões de crédito e débito, medida que entrou em vigor no final do ano passado. O valor poderá ser parcelado, mas é possível que haja cobrança de juros.

Agora que você conhece as principais mudanças na legislação de trânsito que passarão a valer no país em 2018, não deixe de se certificar que está agindo de acordo com as regras e continue atento a outras novidades que possam surgir

 

Via: LM Frotas

Rebecca Minkoff amplia atuação do sistema RFID

Quando os clientes compram uma bolsa de luxo na Rebecca Minkoff, levam para casa um perfil digital do produto que lhes permite muito mais do que uma compra convencional oferece. A empresa está empregando a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) em suas lojas para melhorar o gerenciamento de inventário e a experiência na loja. Mas agora está focada em algo que amplia o poder da tecnologia: engajar os consumidores e avaliar suas respostas emocionais.

A bolsa ALWASYON, exposta durante a temporada de compras de fim de ano, apresenta a capacidade de a empresa “conversar” com os proprietários da mala após a compra, através de um código QR em um rótulo vinculado à identidade do produto no servidor. Isso permite que a Rebecca Minkoff compreenda melhor as emoções dos clientes em relação às suas escolhas de compra, ajuda os compradores com informações sobre seus produtos e facilita o processamento de retornos.

A solução é fornecida pela Avery Dennison Retail Branding and Information Solutions (RBIS) e EVRYTHNG, aproveitando a Plataforma de Produtos Inteligentes da EVRYTHNG que aborda o conceito de Inteligência Emocional Digital (DEQ), o quadro de pesquisa da empresa que se concentra no poder de produtos conectados.

“O objetivo com o recurso ALWAYSON, que agora está incorporado em todas as bolsas, é aprimorar a experiência do cliente além do próprio produto”, diz Uri Minkoff, CEO e fundador da empresa. “É para se envolver com o consumidor em um nível mais profundo com a marca, mantê-la atualizada com todas as coisas da Rebecca Minkoff e mantê-la comprometida com o nosso produto além da loja e o momento da compra”. O rótulo com o código QR é uma extensão do sistema RFID UHF da loja, que traz conteúdo automatizado para compradores enquanto estão dentro da loja.

A Rebecca Minkoff vem experimentando e implantando soluções baseadas em RFID em sua Loja do Futuro no SoHo desde que abriu. A loja possui espelhos inteligentes habilitados com RFID, para identificar roupas e exibir conteúdos para clientes. Um comprador pode selecionar outras cores ou tamanhos oferecidos, além de solicitar que sejam trazidos para o vestiário onde está, selecionando essa opção no espelho, que encaminha o pedido para os iPads dos funcionários. O espelho inclui seis opções de idioma e três seleções de iluminação.

Neste ano, a Avery Dennison e a EVRYTHNG se uniram para fornecer uma solução que chamam de Identidade Digital Ativa (ADI) para produtos etiquetados. A ADI reside em uma plataforma baseada na nuvem, para ser compartilhada entre os consumidores, usando um código QR ou outro identificador, bem como com os membros da cadeia de suprimentos ou revendedor através de uma etiqueta RFID. Agora, as empresas lançaram uma implantação usando esta solução e a estrutura DEQ sob na forma de bolsa ALWAYSON. Os compradores que compram a mala podem usar o código QR para ver notícias da loja, juntamente com recomendações de estilo. No futuro, Minkoff diz que também poderão acessar convites para eventos exclusivos de sua empresa.

“Pretendemos incluir esse programa a longo prazo como uma ferramenta para se envolver com nossos clientes, conhecê-los melhor e obter uma compreensão ainda mais profunda do produto que desejam”, explica Minkoff. “Será emocionante ver como isso se desenrolará enquanto continuamos nesta jornada”.

A bolsa ALWAYSON, a longo prazo, oferecerão mais do que um compromisso contínuo com os clientes. O sistema também prevê avaliar os interesses dos consumidores, a fim de ajudar os revendedores e as marcas a comercializar melhor seus produtos. “As pessoas têm emoções, enquanto a tecnologia é generalizada”, diz Andy Hobsbawm, co-fundador da EVRYTHNG: “a natureza ubíqua da tecnologia desempenha um papel em nossas vidas emocionais”.

A tecnologia visa ao tipo de comprador que gosta do processo de navegação por produtos. “Algumas pessoas querem entrar e sair, outras pessoas gostam do processo de compras”, diz Hobsbawm. Os compradores, acrescenta, têm interesse nesta solução.

A pressão sobre os varejistas, mais do que nunca, exige encontrar maneiras de criar uma experiência emocional que possa atrair compradores para lojas físicas e encorajá-los a retornar. O primeiro passo, diz Bill Toney, vice-presidente de desenvolvimento RFID da Avery Dennison, é entender as emoções do comprador.

É uma abordagem em duas vertentes. Os gerentes das lojas podem coletar dados com base no que interessa aos compradores – não só na loja, mas também quando retornam para casa. E podem então orientar melhor seus esforços de marketing. Por exemplo, se a tecnologia RFID identificar que um produto raramente tocado por compradores na loja, o gerente pode, assim, determinar que possivelmente esteja sendo exibido no local errado ou que não seja um produto desejável.

O sistema também pode ser destinado a beneficiar os clientes. Uma maneira de direcionar as emoções de um cliente é fornecer um serviço personalizado que não é típico nas lojas. Hobsbawm cita o Spotify como um exemplo; o serviço de música pode identificar rapidamente as preferências de um usuário e personalizar as ofertas. Isso também pode ser realizado em uma loja. Se, por exemplo, um comprador responder pegando um produto ou buscando informações sobre este, usando um aplicativo, uma recomendação para outro item pode chegar em seu telefone.

Por outro lado, uma cliente poderia ser detectada como parecendo frustrada se repetidamente pegar vários itens ou um item específico, e depois colocá-lo de volta. Isso pode indicar que a cliente pode precisar de ajuda de um vendedor.

Quando o comprador chega em casa, se puder usar um código QR ou outro identificador no rótulo, o revendedor ou a marca poderão saber o seu grau de satisfação e, então, oferecer produtos complementares ou similares ou ainda cupons de desconto.

A pesquisa da DEQ independe de qualquer tecnologia que um comprador possa levar para casa com o produto – um código QR ou uma etiqueta de comunicação de campo próximo (NFC) que pode ser usada com o smartphone dessa pessoa para acessar os dados. Por exemplo, um usuário pode tocar o telefone ao lado da etiqueta ou digitalizar o código QR e, assim, ser convidado a registrar um produto específico. O telefone do indivíduo, juntamente com qualquer informação de identificação fornecida, e o produto estão vinculados ao software da marca ou do varejista. “A bolsa, então, tem uma relação de um para um com você”, diz Hobsbawm.

Normalmente, diz Toney, varejistas ou marcas que estão atualmente em discussão com a EVRYTHNG e Avery Dennison já estão usando a tecnologia RFID para rastreamento de inventário e agora pretendem sobrepor o código QR ou tags NFC para se relacionar melhor com o consumidor. “Esta é a próxima onda: conduzir o envolvimento mais profundo com o consumidor”, afirma.

Bill McBeath, diretor de pesquisa ChainLink Research, compara esse tipo de solução com a tecnologia dupla digital, em que um modelo virtual de um produto ou serviço é armazenado para representar o ciclo de vida de seu “gêmeo” do mundo real. Ao usar a tecnologia para capturar cada transação relacionada a um item específico, sua identidade baseada na nuvem deve refletir a vida desse item físico.

Ao capturar esses dados, McBeath diz: “você está obtendo mais informações sobre como um cliente está usando um produto”. Isso proporciona benefícios aos usuários, explica, com informações como instruções de lavagem ou uso de manuais que, de outra forma, precisariam ser lidos em um rótulo ou folheto físico, ou ser acessados online.

A jornada completa ou história de vida de um produto, desde a fabricação até o uso pelo consumidor, ainda requer muitas tecnologias, diz McBeath. “Os telefones não possuem leitores de RFID [UHF]”, acrescenta, “mas têm câmeras para [capturar] códigos QR e, agora, cada vez mais, leitores NFC”.

Os serviços que poderiam ser fornecidos aos clientes com o código NFC ou QR, e estarem ligados a IDs de etiquetas RFID EPID UHF, são quase ilimitadas, diz McBeath. Os compradores podem compartilhar suas experiências com amigos através de redes sociais, publicar comentários sobre produtos no site de uma marca ou enviar perguntas diretamente a uma marca ou fabricante. As lojas não só podem servir melhor os clientes, mas também visualizar as tendências – por exemplo, se eles podem determinar que as queixas sobre um produto estão relacionadas a um lote específico ou site de montagem, podem resolver o problema de forma mais direta.

Os códigos QR podem ser a melhor tecnologia para esses propósitos, acrescenta McBeath, uma vez que os próprios códigos seriam facilmente visíveis. No entanto, observa que, à medida que a NFC se torna mais onipresente, um símbolo que representa uma marca NFC pode ser impresso em uma etiqueta ou produto para alertar os consumidores para a presença da marca.

@rfidjournal

Loja de Nova York agrega inteligência RFID às roupas

A marca de vestuário masculino UNTUCKit está testando uma solução baseada em RFID, em sua loja na Quinta Avenida de Nova York, para rastrear as camisas mais experimentadas por seus clientes. O sistema também monitora quando a peça serve corretamente no comprador e como isso interfere na compra.

O sistema, conhecido como plataforma de varejo da VISION, consiste em etiquetas RFID, leitores e software fornecidos pela SATO Global Solutions, uma subsidiária da SATO Holdings, e contadores de tráfego da RetailNext, instalados no ponto de vendas da UNTUCKit. O teste deve levar à implantação da tecnologia RFID em todas as 25 lojas da empresa e em 20 locais adicionais previstos para 2018 nos Estados Unidos, Toronto e Londres.

A UNTUCKit foi criada em 2011 como uma alternativa para homens conscientes da moda que gostam do conforto de usar camisas semi desabotoadas. Aaron Sanandres, CEO da UNTUCKit, e Chris Riccobono, co-fundador e presidente executivo, abriram uma empresa oferecendo 15 estilos de camisas personalizadas para serem vendidas online. Cada uma foi concebida com uma bainha contornada e um ajuste personalizado para que possa ser usada desabotoada, sem perder o aspecto elegante.

A empresa serviu como manifestação, diz Sanandres, para homens que queriam uma camisa elegante, mas casual. Até 2015, o negócio tinha crescido o suficiente para que os fundadores começassem a procurar lançar físicas. A empresa também se expandiu para outros produtos, como polos e t-shirts, e no ano passado também passou a oferecer camisas para mulheres.

As lojas físicas oferecem vários benefícios, diz Sanandres. Por um lado, muitos compradores pela primeira vez queriam ver e sentir o tecido e experimentar as camisas antes de fazer uma compra. Além disso, havia um nível de confiança adicional para os compradores online se soubessem que havia lojas físicas onde podiam ver, experimentar ou retornar produtos. Mas a empresa queria aproveitar a tecnologia para garantir que as lojas físicas pudessem dar o mesmo tipo de experiência em relação ao comportamento do comprador – incluindo produtos interessantes, em comparação com aqueles comprados – que as compras online oferecem.

A loja da Quinta Avenida, a quarta da UNTUCKit em Nova York, servirá como seu local de testes. Com isso em mente, diz Sanandres, a empresa queria experimentar RFID e tecnologias de sensores que oferecessem dados analíticos e, em última análise, uma melhor experiência de compra.

A loja tem quatro vestiários, cada um equipado com um leitor RFID UHF da SATO, explica Brent Paulsen, diretor-gerente e chefe de varejo da UNTUCKit. Na entrada da loja, um contador de tráfego baseado em câmeras RetailNext foi montado no teto. Aproximadamente 50 camisas “try-on” estão em exibição, diz, cada uma representando um tamanho e categoria. Uma etiqueta RFID está integrada no rótulo de cada camisa, codificado com um número de item de comércio global serializado (SGTIN), da GS1.

Quando um comprador entra em uma loja, o contador de tráfego identifica essa ação, que é armazenada no software RetailNext. Um funcionário de vendas pode então cumprimentar o cliente e fornecer a ajuda necessária para encontrar uma peça de roupa. O empregado pede ao comprador o tamanho que normalmente usa e o cliente então leva a peça de roupa para o vestiário. Se a camisa não servir, o comprador pode solicitar um tamanho diferente. O leitor, como componente da plataforma VISION, detecta cada item que é trazido para o cliente, com base na etiqueta RFID no rótulo da camisa. O software da SATO captura e gerencia esses dados no servidor local UNTUCKit.

Se o comprador comprar a camisa, os dados do PDV estão correlacionados com a informação capturada pelo software RFID da SATO, fornecendo análises sobre quais camisetas foram experimentadas e depois compradas. “Isso nos dá uma quebra percentual de experimentações versus vendas reais”, afirma Sanandres. O software também permite que a empresa veja a frequência com que os tamanhos de camisa precisam ser trocados, ajudando a empresa a entender melhor a forma como os tamanhos de camisa interfere na compra dos clientes.

A longo prazo, diz Keith Sherry, COO da SATO Global Solutions, o software SATO pode realizar mais do que analisar try-ons versus vendas. O sistema vem com um aplicativo baseado em iOS e Android que os vendedores podem usar para atender melhor os clientes. A solução permite utilizar o aplicativo para ver se os produtos estão disponíveis em outras lojas ou online, além de criar uma cesta de compras para clientes e permitir que paguem por camisas através do aplicativo.

O teste inicial da UNTUCKit é a ponta do iceberg do que a tecnologia pode fazer, diz Sherry. “A tecnologia tem muita capacidade”, acrescenta. A empresa pretende determinar seus planos de implantação em questão de meses, segundo Sanandres, com base nos resultados do piloto.

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