Produtor de Caju do Ceará ganha eficiência

A produtora de caju Cione, fundada em 1963, em Fortaleza (CE), está comemorando os resultados conquistados graças aos investimentos em identificação por radiofrequência (RFID). Com a solução EPC UHF da também cearense Votu RFID Solutions, a companhia conseguiu agilizar processos, rastrear a cadeia de suprimentos e garantir 100% de acerto nas entregas.

A Cione, uma empresa de cajucultura que se dedica ao plantio, colheita, beneficiamento e comercialização de castanha de caju, exporta praticamente 95% de sua produção, que gira em torno de um total de 275 toneladas mês. O produto é embalado em caixas de 22,68 kg, dando um total aproximado de 12.125 itens por mês.

                                                           Medição de leitura dos pallets de caju na Cione, no Ceará

Antes da RFID, os processos eram significativamente mais lentos e mais imprecisos, segundo Edmilson Carneiro Moreira, especialista em RFID da Votu e professor de engenharia. “Houve uma diminuição sensível no tempo usado para identificar os itens nos processos de movimentação. A identificação de cada item antes era feita através de uma combinação de códigos de barra, sendo agora feita com uma única etiqueta inteligente que guarda seu número EPC único”.

Moreira explica que, além disso, o fato de a Cione exportar a maior parte do que produz, o sistema propicia que seus clientes e seus respectivos operadores logísticos possam utilizar também as etiquetas RFID para identificar os itens em seus processos, garantindo uma maior automação, segurança e rastreabilidade dessas mercadorias. “Isso acaba diluindo para toda a cadeia os custos das etiquetas inseridas ainda na fábrica [e da infraestrutura de RFID]”, sentencia.

Desta forma, revela Moreira, toda a cadeia da castanha de caju consegue melhorar sua eficiência operacional através da diminuição de custos e aumento a precisão dos processos logísticos. E como a implantação segue o padrão RFID EPC UHF passivo, da GS1, há benefícios para toda a cadeia. “Esses benefícios consistem na identificação de cada um dos produtos, permitindo levar o gerenciamento a um nível mais avançado e a localização de cada produto individualmente em qualquer lugar da cadeia, dando maior visibilidade do estoque e processos operacionais”, avalia Moreira.

Com informação precisa, a companhia tem flexibilidade para tomar decisões em tempo real, o que prove a qualidade dos serviços aos seus clientes. “Os leitores estão instalados no ambiente de expedição, em um espaço confinado eletromagneticamente, sendo esse necessário para que somente os itens que estão sendo movimentados sejam lidos”, esclarece Moreira. “Dentro desse ambiente, existe um portal especialmente customizado para os pallets de produtos da Cione, levando em consideração a natureza constitutiva dos itens rastreados e de suas respectivas embalagens”.

Cada pallet tem 60 itens e é puxado através desse portal, onde todos os EPCs das tags dos itens são lidas. “A customização desse portal foi complexa, pois a castanha de caju é embalada em um saco de polietileno metalizado que torna a comunicação sem fio via ondas de rádio extremamente difícil. Entretanto, os testes de validação da solução alcançaram 99,894% de taxa de leitura”, comemora o engenheiro da Votu.

Moreira narra que, quando um pallet vai ser movimentado, este entra nessa região isolada e, ao passar pelo portal, os 60 itens que compõe o pallet são lidos e já sincronizados com o sistema de gestão empresarial (ERP) da Cione. Há dois leitores Alien Technology ALR-9900, usando antenas 8501 da Votu RFID Hardware.

Quanto às tags, diz Moreira, “no momento estamos apenas trabalhando com uma Paper Tag da Torres RFID, utilizada para todo o processo. Para este projeto, foram validadas três tipos de etiquetas para serem utilizadas”. De acordo com Moreira, como o case da Cione é claramente de malha aberta, vale muito mais a pena agregar o serviço para o resto da cadeia usufruir, do que incorporar um sistema de reutilização de tags.

Vários foram os desafios a se superar no projeto da Cione. “O primeiro é que os 22,68kg de castanha são embalados em um saco de polietileno metalizado que depois vai ser colocado em caixas de papelão de 320mm x 190mm x 613mm. Isso leva a uma comunicação sem fio via ondas de rádio extremamente errática, devido à intensificação de fenômenos como reflexões, difrações e multipath”, aponta.

Depois disso, 60 itens formam um pallet de aproximadamente 2,0m x 1,3m x 1m, gerando um volume com tags significativamente grande para ser coberto. “Esses desafios foram superados por um processo refinado de projeto e fabricação do portal de leitura”, descreve Moreira. “Largura e altura do portal, assim como o posicionamento das antenas, foram estabelecidas usando o estado da arte de engenharia de redes sem fio, buscando sempre entender o relacionamento das ondas eletromagnéticas com os itens do ambiente e a distribuição de energia eletromagnética dentro do volume que se espera ler tags”.

As dificuldades não acabam aí, segundo o especialista, já que um dos requisitos de projeto era que a zona de leitura do sistema de RFID ficasse dentro do armazém de estocagem da Cione. “Assim, a operação dessa zona, sem nenhum aparato de isolamento eletromagnético entre essa e os itens do armazém, geraria uma série de leituras indesejadas, inviabilizando o funcionamento do sistema como um todo. O isolamento eletromagnético foi feito sem comprometer a visibilidade e o transito entre a zona de leitura e o resto do armazém”.

Toda essa pesquisa foi desenvolvida pela Votu RFID Solutions, que fez um redesenho processual da produção da Cione, para acomodar da melhor maneira possível a tecnologia de identificação por radiofrequência. “Esse desafio foi superado em conjunto pela Votu, a fornecedora de ERP da Cione, a RCN&BS, e a própria Cione”, conta Moreira. Vale ressaltar a importância do suporte dado pela Cione para que esse trabalho fosse realizado, diz o executivo da Votu. “Isto foi essencial no refinamento dos requisitos e na execução da pesquisa em si”.

A decisão por adotar RFID nasceu no departamento de Tecnologia da Informação da Cione (TI) juntamente com o de Produção e Qualidade. Como resultado, a companhia ganhou viabilidade dentro do processo, encurtando o tempo e gerando um resultado mais satisfatório. Os próximos passos, segundo Moreira, são fazer inventários e recebimentos de matéria-prima com RFID. “Nesse projeto, a solução de camada física, desenvolvida pela Votu, foi totalmente integrada ao ERP da RCN&BS, através do Middleware Top RFID também da RCN&BS que foi desenvolvido ao longo do projeto.

O banco de dados da solução é local, mas poderia ser adaptado para cloud, diz Moreira, explicando o funcionamento da solução: no momento da finalização da produção são geradas etiquetas RFID com número EPC único, sendo esse baseado em informações de rastreabilidade do produto, data e hora e funcionário. Estas etiquetas ficam fixadas nas embalagens que são palletizadas. Na expedição as caixas dos produtos, a nota fiscal eletrônica de venda é passada em um portal RFID que faz a conferência da mercadoria embarcada e já gera as movimentações de estoque e os lançamentos contábeis da expedição da NF-e.

A medição dos ganhos ainda depende da implantação das novas tags dentro do processo de expedição. “Pelo nível implementado está satisfatório”, diz Moreira, “porém continuaremos o processo de melhoria continua para que possamos aumentar nossos ganhos em todos os sentidos e produzir com mais qualidade”.

O middleware TopRFID, responsável por fazer a comunicação entre a infraestrutura de leitores e dados lidos com o ERP TopManager, foi desenvolvido pela própria RCN&BS, que desenvolveu o ERP usado pela Cione. A solução de RFID foi desenvolvida em parceria pela Votu e a RCN&BS. “Toda a parte da camada física desse projeto ficou a cargo da Votu, responsável pelo estudo dos itens a serem rastreados; estudo e definição dos equipamentos (impressora, leitor, antenas e etiquetas); análise, projeto e validação do portal provedor da zona de leitura; análise e projeto do isolamento eletromagnético e integração desse com o portal”.

Já a parte da camada de TI foi essencialmente desenvolvida pela RCN&BS. Graças à experiência com sistemas de RFID, a Votu auxiliou na escolha da API de comunicação com os leitores e a RCN&BS desenvolveu seu middleware, o Top RFID, e o integrou com o seu ERP. “Ao fim, a integração entre as duas camadas foi validada e o sistema ficou pronto para operar”. A fabricação do portal e do isolamento eletromagnético foi feito pela Cione de acordo com o especificado pela Votu.

O projeto nasceu porque parceiros em comum aproximaram a RCN&BS e a Votu RFID Solutions. Em seguida, a RCN&BS em parceria com a Votu, propôs o projeto à Cione, que já era cliente da RCN&BS. “É importante ressaltar que todo esse projeto teve o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico”, declara Moreira. Implantar RFID foi uma experiência positiva na empresa. “Foi uma experiência positiva para a Cione, pela quebra de paradigma e ajustes na estrutura física na organização do estoque”.

@rfidjournal

Etiquetas de identificação por radiofrequência ou RFID, são…

A identificação por radiofrequência, ou RFID, é um termo genérico para tecnologias que usam ondas de rádio para identificar automaticamente pessoas ou objetos. Existem vários métodos de identificação, mas o mais comum é armazenar um número serial que identifica uma pessoa ou objeto e, talvez, outras informações, em um microchip que está ligado a uma antena (o chip e a antena juntos são chamados de um transponder RFID ou uma tag RFID). A antena permite que o chip transmita a informação de identificação a um leitor. O leitor converte as ondas de rádio refletidas da tag RFID em informações digitais que depois podem ser repassadas a computadores que podem fazer uso delas.

RFID é melhor do que usar os códigos de barras?
RFID não é necessariamente “melhor” do que os códigos de barras. As duas são tecnologias diferentes e têm diferentes aplicações, que às vezes se sobrepõem. A grande diferença entre as duas é que códigos de barras é uma tecnologia de linha de visão. Isto é, um leitor tem que “ver” o código de barras para lê-lo, o que significa que as pessoas normalmente têm de orientar o código de barras em direção a um leitor para que ele seja lido. Identificação por radiofrequência, por outro lado, não requer linha de visão. Tags RFID podem ser lidas desde que estejam dentro do alcance de um leitor. Códigos de barras têm outras deficiências também. Se um rótulo está rasgado, sujo ou caiu, não há nenhuma maneira para digitalizar o item e códigos de barras padrão identificam apenas o fabricante e o produto e não o item individual. O código de barras em uma caixa de leite é o mesmo que todos os outros, tornando impossível identificar qual deles pode passar a data de validade primeiro. Outra diferença fundamental é que na leitura por ondas de rádio, de dezenas a centenas de itens podem ser lidos por segundo sem erros, por utilizar uma tecnologia anti-colisão similar à comunicação via rede, enquanto o código de barras precisa necessariamente ser lido um item por vez. Isso significa o fim das filas e a redução dos tempos de inventários numa ordem de grandeza de 10 para 1.

De que forma as empresas utilizam RFID hoje?
Milhares de empresas ao redor do mundo utilizam RFID hoje para melhorar a eficiência interna. Club Car, fabricante de carrinhos de golfe, usa RFID para melhorar a eficiência de sua linha de produção. Paramount Farms – um dos maiores fornecedores do mundo de pistaches usa RFID para gerenciar sua colheita de forma mais eficiente. NYK Logistics usa RFID para melhorar a taxa de transferência de recipientes em seu movimentado centro de distribuição em Long Beach, Califórnia. E muitas outras empresas estão usando RFID para uma ampla variedade de aplicações.
O Exército e a Aeronáutica no Brasil são pioneiros no uso da tecnologia RFID em fardamentos; fabricantes de produtos de consumo como impressoras de jato de tinta / laser beneficiam seus produtos desde a fabricação até a logística com etiquetas inteligentes, reduzindo o preço final de seus cartuchos; as principais cadeias de moda identificam suas roupas com RFID, aumentando o giro, melhorando a eficiência logística e reduzindo as filas; as principais corridas de rua do Brasil utilizam os produtos RFID da Ready Rótulos; muitos condomínios residenciais estão substituindo seus controles remotos pelos nossos tags especiais RFID com segurança anti-clonagem.

Quais são algumas das aplicações mais comuns para o RFID?
RFID é usado para tudo, desde rastreamento de vacas e animais de estimação a acionamento de equipamentos em poços de petróleo. Pode parecer banal, mas as aplicações são limitadas apenas pela imaginação das pessoas. As aplicações mais comuns são os sistemas de pagamento (Mobil Speedpass e sistemas de cobrança de pedágio, por exemplo), controle de acesso e controle de ativos. Cada vez mais, varejo, vestuário, aeroespacial, defesa, indústria, bens de consumo embalados e empresas farmacêuticas estão procurando usar RFID para rastrear mercadorias no interior de suas cadeias de fornecimento. Prestadores de cuidados de saúde, produtores de energia e empresas de construção estão usando sistemas RFID ativos para acompanhar grandes equipamentos, ferramentas e veículos.

 

@ready

Pulseira funciona como cartão de crédito

Em parceria com a Visa, dispositivo da Trigg pode ser utilizado nas maquininhas habilitadas da Cielo, Getnet e Rede, por meio de um app mobile.

Trigg, por meio de uma parceria com a Visa, acaba de lançar um dispositivo para ser usado como um cartão de crédito. É uma pulseira que permite realizar compras por aproximação e que utiliza a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) conhecida como NFC (Near Field Communication ou, em português, comunicação por campo próximo).

A pulseira de silicone elástico, à prova d’água, foi pensada para um público que se identifica com um acessório que agiliza o momento das compras e que pode ser usado na prática de esportes, durante um mergulho na praia, ao pagar a manicure ou até mesmo na hora curtir um show sem se preocupar com a carteira. A novidade só pode ser adquirida por usuários do cartão Trigg Visa. Para solicitar o cartão, basta fazer o download do app Trigg e realizar o cadastro. O wearable está disponível por R$ 49,90, em pagamento a vista ou em até duas parcelas sem juros.

“Estamos felizes por trazer aos clientes uma nova forma de usar o Trigg, tão segura quanto o cartão plástico, mas muito mais rápida e prática. Nossa ideia é trazer novos wearables [dispositivos que podem ser vestidos] para outros públicos. Queremos oferecer formas diferentes de pagamento, e colocar a decisão na mão do cliente. É ele quem decide o que usar”, ressalta Marcela Miranda, diretora da Trigg.

De acordo com a pesquisa ‘Contactless Payments: NFC Handsets, Wearables e Cartões de Pagamento 2017-2021’, o segmento de cartão sem contato continuará a dominar em valores de transação, representando 80% dos negócios do tipo em 2019. A pesquisa prevê que as transações sem contato via débito e crédito ultrapassarão de US$ 2 trilhões globalmente até 2021.

Para Eduardo Abreu, diretor executivo de desenvolvimento de negócios da Visa do Brasil, estamos vivendo uma transformação, onde a inovação e a experiência do consumidor ficam no centro de nossos esforços. “O importante não é mais o cartão plástico, mas sim permitir que o consumidor escolha a melhor forma de fazer seus pagamentos, de acordo com a sua necessidade. Por isso, veremos cada vez mais soluções modernas e convenientes como a pulseira Trigg”, completa.

A Visa realizou um extenso trabalho no último ano com os parceiros para aumentar a receptividade da tecnologia NFC nos meios de pagamento. “Hoje, mais de 3 milhões de maquininhas em todo o Brasil já aceitam pagamento com essa tecnologia”, explica Abreu.

A Trigg e a Visa lançaram ainda a promoção “Meu momento de volta” no Facebook e Instagram e assim como o Cashback, em que parte do que é gasto em suas compras volta para o cliente. O concurso pretende incentivar os clientes a relembrarem bons momentos do passado que gostariam de trazer de volta. Os participantes devem ser clientes Trigg e comentar no post oficial do Facebook ou postar no Twitter e Instagram fotos antigas, textos ou vídeos.

Os dez melhores momentos levarão R$ 1 mil em Cashback, cada, e a nova band da Trigg. O concurso vai até 18/11 e os interessados podem postar quantas fotos quiserem utilizando a #TBTriggVisa. O resultado com os nomes dos dez ganhadores será divulgado em 11/12 nas redes sociais.

Segundo a Juniper Research, até 2019, o valor global das transações sem contato feitas via cartões de pagamento – mobile e wearables – chegará a US$ 1,3 trilhão, mais do que duplicando a estimativa de US$ 590 bilhões, em 2017.

@rfidjournal

Resorts de esqui adotam RFID para localização e pagamento de clientes

Três estâncias de esqui dos Estados Unidos (EUA) estão adotando uma solução baseada em RFID fornecida pela Skidata, empresa de tecnologia austríaca, para controle de acesso na temporada de esqui deste anos. O sistema RFID HF passivo fornece controle de acesso e serviços de pagamento. Vários outros resorts estão testando o uso de RFID UHF para obter funcionalidades adicionais.

A solução baseada em HF de 13,56 MHz já está em uso em aproximadamente 1.500 resorts em todo o mundo, com as tags RFID incorporadas em ingressos para permitir que os esquiadores acessem as pistas livres. A tecnologia UHF oferece mais um passo, segundo a empresa, porque permite rastrear os esquiadores em algumas zonas dentro de um resort para que a empresa entender melhor o trânsito de clientes. A Panorama Mountain, na Colúmbia Britânica, e a Quebec Bromont estão usando a tecnologia para acesso e pagamentos de teleférico, enquanto o Snow King Hotel, no Wyoming, instalou a mesma tecnologia apenas para o teleférico.

A Panorama Mountain instalou portões RFID para ler cartões no Mile 1 Express, Discovery Quad, Sunbird Chair e teleféricos de transporte. Nas suas pistas de esqui, os hóspedes poderão utilizar cartões de acesso habilitados para RFID da Skidata, reutilizáveis. Um esquiador pode recarregar o seu cartão fazendo um pagamento online ou por telefone. Os hóspedes também poderão utilizar os cartões, se desejarem, para se inscrever no sistema Panorama’s Resort Charge, que permite pagar itens em restaurantes, bares ou lojas, sem precisar carregar dinheiro ou cartão de crédito.

A Skidata provê soluções há 40 anos e se especializou em gerenciamento de acesso profissional e emissão de bilhetes para estâncias de esqui. Com a abertura da temporada de esqui deste inverno, a empresa está descobrindo que a taxa de adoção de controle de acesso para a tecnologia RFID continua a aumentar, diz John Keefe, da Skidata. A empresa ofereceu os seus bilhetes com RFID HF de 13,56 MHz para acesso por duas décadas e agora está testando sua solução com a tecnologia UHF RFID, que permite funcionalidades adicionais para esquiadores e mais dados para gerenciamento sobre as atividades dos esquiadores.

Nas instalações HF existentes e novas, os bilhetes de teleférico geralmente vêm com um chip RFID e antena embutida para acesso direto ao elevador. Os usuários podem comprar ingressos online, depois levá-los na entrada do resort. O número de identificação exclusivo codificado em cada bilhete se relaciona às informações de pagamento e acesso do titular do bilhete, sem exigir um recibo de pagamento nos teleféricos.

Em alguns casos, os resorts incluem uma foto de referência de cada esquiador, que é armazenada juntamente com a conta de cada indivíduo. A Skidata oferece seu próprio software para gerenciar os leitores e os dados de leitura coletados, que podem residir em um servidor local ou um kit de desenvolvimento de software (SDK) para resorts.

Quando os esquiadores chegam ao teleférico, seus bilhetes podem ser lidos por um leitor de porta a uma distância de aproximadamente 30 centímetros. Os bilhetes provaram funcionar bem, diz Keefe, quando em bolsos ou sob outras peças de vestuário, como jaquetas, mesmo quando molhadas. Se um indivíduo relacionou uma imagem à sua conta, os operadores de elevador do resort podem ver a foto quando o bilhete passa pelo portão e, assim, reconhecer visualmente a autenticidade do indivíduo.

No caso de soluções de pagamento, como a que está sendo implementada pela Panorama Mountain, a identificação (ID) da etiqueta RFID codificada no ticket de elevador está vinculada a pré-pagamentos feitos pelo esquiador, tanto online como por telefone. O usuário pode carregar o bilhete com uma quantia específica de dinheiro e, em seguida, utilizá-lo para fazer pagamentos. O ID da etiqueta também pode ser vinculado diretamente a um cartão de crédito. A tecnologia não só oferece conveniência para esquiadores, mas também permite uma maneira de os resorts se envolverem com os hóspedes.

Ao usar a RFID para coletar dados sobre a atividade de esqui, os resorts podem saber quantas vezes os indivíduos sobem de elevador e podem fornecer pontos de fidelidade para aqueles que esquiam um número específico de vezes. A tecnologia funciona mesmo em caso de acidente. Assim, diz Keefe, uma estância de esqui do Colorado usando o sistema Skidata foi capaz de ajudar na recuperação de uma criança desaparecida. O sistema identificou onde foi rastreada a tag que a criança levava pela última vez e enviou equipes de resgate para a área correta, localizando a vítima.

A Skidata disponibiliza os seus próprios leitores de RFID e tem os seus bilhetes feitos por prestadores de serviços terceirizados. A tecnologia expandiu-se mais rapidamente na Europa do que na América do Norte, informou a empresa, em parte por causa da natureza dos resorts. Enquanto a empresa opera 1.900 instalações em todo o mundo, apenas 30 delas estão nos Estados Unidos e na Austrália. Muitos resorts da Europa, explica Keefe, são mantidos por múltiplos operadores, de modo que indivíduos que compram ingressos para um resort não terão acesso automático a teleféricos operados por outro. Portanto, a compra de bilhetes online ajuda a reduzir a confusão sobre quem tem acesso a qual elevador.

Neste ano, a Skidata está testando os benefícios que a RFID UHF pode trazer para as estações de esqui. Como qual alcance oferecem as etiquetas incorporadas em bilhetes de teleféricos, se o sistema pode rastrear não só quando um esquiador passa por um portão estreito, mas também quando entra em uma zona, loja ou restaurante etc.

Esses dados podem ajudar a entender melhor o movimento de clientes e administrar melhor os serviços. Por exemplo, se ocorrem estrangulamentos em locais específicos em momentos específicos, o resort pode resolver esses problemas. Também pode oferecer melhores recompensas ou fidelidade se souber quando os hóspedes visitaram áreas específicas do resort.

@rfidjournal

Pesquisadores criam tatuagem capaz de monitorar a sua saúde

Ela muda de cor e te avisa quando você está desidratado ou com a glicose elevada.

A Universidade de Harvard em parceria com a MIT (Massachusetts Institute of Technology) anunciou uma tatuagem inteligente capaz de monitorar a sua saúde. Em tese, ela consegue identificar possíveis alterações no organismo e apontar quando você está desidratado ou com a glicose elevada, por exemplo.

O segredo dessa tecnologia está na tinta. Ela é aplicada ao seu corpo como qualquer outro tipo de tatuagem, mas como diferencial ela possui vários sensores que, quando entram em contato com a pele, reagem com a química do fluido intersticial do nosso corpo, permitindo analisar de forma precisa o estado do sangue naquele momento.

tatuagem

Para avisar aos usuários sobre os problemas de saúde, a tinta da tatuagem muda de cor. Basicamente, quando o verde se transforma em marrom significa que os níveis de açúcar no sangue estão acima do normal. Agora, se a tinta verde ficar mais intensa quer dizer que a concentração de sódio aumentou, ou seja, você está desidratado.

Um ponto positivo é que também existe uma tinta invisível, caso você não esteja interessado em fazer uma tatuagem colorida. Porém, é necessário utilizar uma luz específica para realizar o monitoramento e, segundo publicação, essa luz poderá vir de um smartphone tradicional.

Por enquanto, a tecnologia está em fase de desenvolvimento e os pesquisadores pretendem torná-la mais inteligente na detecção e no auxílio de outras doenças. A ideia é ser uma alternativa mais eficaz do que os vestíveis de monitoramento atuais, visto que eles não se integram bem ao corpo e ainda necessitam de baterias para funcionar.

Via Harvard

@techtudo