Amazon ‘gringa’ aos brasileiros

Tudo indica que, depois de um início tímido por estas bandas, a Amazon pode realmente dar um novo e importante passo para engrenar de vez no Brasil. Repetindo uma iniciativa tomada há alguns bons anos nos EUA, a divisão brasileira da empresa finalmente deve oferecer mais do que eBooks e livros por aqui, estreando seu marketplace que finalmente deve justificar o apelido da marca em sua terra natal: “A Loja de Tudo”.

Segundo a reportagem publicada no último sábado (27) no portal da Exame.com, o e-commerce já tinha anunciado em 12 de abril que iria abrir espaço para que outras livrarias pudessem vender suas publicações na plataforma. Na ocasião, no entanto, não havia ficado claro que essa oportunidade também serviria para que outros itens pudessem figurar na loja virtual da marca.

De acordo com a matéria do site, esse novo marketplace vai seguir os moldes do que é feito lá fora até o final deste ano, dando oportunidade para que as parceiras da Amazon Brasil comercializem virtualmente de tudo na página. Essa é uma mudança substancial no modelo de negócios da companhia de Jeff Bezos por aqui, uma vez que em terras norte-americanas as vendas de terceiros representam cerca de metade dos ganhos da empresa.

Competição e logística 

Embora concorrentes como B2W, que cuida dos selos Americanas e Submarino na internet, e Cnova, que opera os sites de Casas Bahia, Ponto Frio e Extra, tenham que se manter atentas a esse tipo de movimentação, não é como se a Amazon tivesse caminho limpo para dominar o mercado de uma vez com a sua nova etapa de negócios. O que pode acabar freando esse avanço certeiro? Algumas dificuldades naturais do mercado brasileiro.

A diferença na operação logística da empresa por aqui, por exemplo, acaba impedindo que a mudança tenha o mesmo efeito do que nos EUA. Isso porque, enquanto nas terras de Donald Trump a empresa tem uma série de centros de distribuição distribuídos por todo o país – além de sua própria transportadora –, no Brasil o único CD da marca fica na cidade de Bauru, no interior do estado de São Paulo.

Outro ponto que pode atrasar um pouco o crescimento das vendas da Amazon em território tupiniquim – que hoje tem cerca de 10% do mercado nacional – é o fato de muitos de seus concorrentes no segmento também já fazerem uso do sistema de marketplace, consequentemente aumentando o número de opções de compra e venda para parceiros e consumidores finais.

E aí, será que agora veremos a verdadeira estreia da Amazon como ela é conhecida lá fora aqui no Brasil? Deixe o seu comentário sobre a notícia e diga como tem sido a sua experiência com a empresa no país até então.

Via Tecmundo

RFID é solução para vendas multicanais

Visibilidade de estoque e movimentação de mercadorias em tempo real viabilizam o Omni-channel, aumentando em média 6% do total de vendas de usuários da ferramenta

Por Wagner Bernardes

A tecnologia RFID, foi destaque nos principais relatórios e eventos destinados ao varejo em 2017. Das várias tecnologias apresentadas na NRF ao relatório “Critical” da RIS (Retail Info Systems), informando que a total acuracidade de controle de estoque é uma realidade, o RFID é considerado como a tecnologia que vai apoiar as estratégias de vendas multicanais, permitindo que as empresas misturem vendas online com vendas físicas sem perder o controle da movimentação dos produtos, podendo tirar indicadores importantes a partir das informações dessas transações.

A gigante americana Macy’s, por exemplo, anunciou que pretende ter todos os seus produtos “chipados” com sensores RFID até o final de 2017, acompanhando essa tendência de mercado. Com uma boa avaliação dos especialistas e adoção rápida dos varejistas, você entende como a adoção do RFID pode mudar o varejo mundial?

Primeiramente é necessário entender que como qualquer tecnologia da “era da informação”, o RFID é um sistema escalável. Isso quer dizer que qualquer projeto que é orientado por essa solução deve ser entendido como uma questão de longo prazo, que pode ser usado para solucionar problemas emergenciais, mas deve contar com “saídas” para um avanço de sistema.

O que se observa no mercado hoje são investimentos em controle de movimentação de produtos, que visam maior controle de estoque. Segundo o “2017 Retail Vision Study”, pesquisa global apresentada pela Zebra™, as empresas que utilizam sensores RFID em seus produtos tem em média 95% de acuracidade de produtos em seus estoques.

Esse controle total impacta diretamente em um dos maiores problemas do varejo, a ruptura, mostrando números interessantes: segundo o mesmo relatório, os varejistas que adotaram essa solução reduziram de 60% a 80% seus níveis de produtos ‘fora do estoque’, aumentando em 6% o número total de vendas, além de aumentar o número de produtos vendidos em 16% por transação.

Com números que impressionam, os varejistas mais “maduros” mostram que esse controle de produtos é só o começo: a Lululemon, varejista americana de vestuário, deu visibilidade de seu estoque para seus clientes, garantindo que o consumidor tivesse real informação da disponibilidade do produto online ou em uma loja mais próxima, criando a opção de escolha para esse consumidor.

Também nos Estados Unidos, as lojas Rebecca Minkoff, outro varejo de roupas, adotou espelhos RFID inteligentes que reconheciam os produtos que estavam sendo provados e ofereciam acessórios complementares a cada roupa, personalizando a experiencia de compras de seus clientes.

Para o varejista brasileiro, fica a lição de que não é necessário se montar um grande parque tecnológico para ter grandes benefícios com esse tipo de tecnologia. Com a redução de custos desses sensores, já é possível o mercado nacional entender que o controle quase total da movimentação de seus produtos permite ao varejista conhecer melhor seus clientes, oferecendo a melhor opção de compra, podendo melhorar o manejo de estoque, controle de demanda e gestão de preços sem deixar de lado o foco na satisfação do cliente.

Wagner Bernardes, CEO da Seal Sistemas.

Via @rfidjournal

Front Gate Tickets implanta RFID HF para seus festivais de música e artes

Quando os fãs de festivais de música se alinham no portão de entrada, a RFID de alta frequência (HF) pode fazer o processo mais rápido do que os códigos de barras, mas ainda cria alguns atrasos quando indivíduos param para tocar seus crachás ou pulseiras, aguardando uma resposta do leitor. A empresa de ingressos Front Gate Tickets está oferecendo uma solução baseada em RFID HF, de 13.56 MHz, compatível com a norma ISO 14443, para manter os fãs em movimento, sem ter de parar na entrada.

A empresa implantou o que chama de leitor de RFID Lids para seus festivais de música e artes, incluindo Lollapalooza, lollapalooza Bonnaroo e Austin City Limits. O sistema, fornecido pela Barcoding Inc., destina-se a permitir a rápida instalação de leitores RFID modulares num evento e para permitir que os participantes acessem rapidamente uma área, simplesmente passando a pulseira num leitor. A Front Gate pretende usar a tecnologia em 60 eventos neste ano, para reduzir as esperas e aumentar a segurança.

Nos cerca de 15 eventos da Front Gate Ticket que já usavam a tecnologia, as visitas às barracas de ajuda foram reduzidas em 85%, enquanto as filas se movimentavam mais rapidamente com menos acúmulo do que nos mesmos eventos dos anos anteriores. O sistema consiste de leitores HF RFID embutidos em um quiosque, permitindo que a etiqueta seja lida com as pessoas passando pelas portas de entrada e outros portais, diz Zachary Lander-Portnoy, gerente de vendas da Barcoding Inc. Além de reduzir filas e atrasos na entrada, o sistema também oferece maior proteção contra fraudes, falsificação de passaportes etc.

A Front Gate Tickets oferece uma solução de serviço completa para alguns dos maiores festivais de música nos Estados Unidos. Vende ingressos para os participantes e fornece hardware de acesso, software de gerenciamento de tickets e um centro de atendimento e centro de atendimento para chamadas recebidas de compradores de ingressos.

Há quatro anos, a Front Gate Tickets introduziu pela primeira vez a tecnologia RFID em suas soluções de controle de acesso em festivais de música, diz Brandon Little, diretor de operações de campo da Front Gate. A empresa criou seu próprio sistema RFID HF, incluindo leitores de portão, ingressos e pulseiras RFID e software de gerenciamento de leitura. O sistema então identifica se cada passagem digitalizada foi autorizada para entrada e armazenou esses dados.

 

“Construímos o sistema em casa”, diz Little. “Nós estávamos mergulhando nossos dedos do pé na água naquele tempo, mas nós soubemos imediatamente que se nós quiséssemos permanecer à frente da competição, nós precisamos ir ao nível seguinte”.

Uma desvantagem do sistema inicial foi a sua faixa de leitura, Little recorda. Os usuários precisavam posicionar a pulseira ou o bilhete acima de um espaço de meio dólar no quiosque, e era difícil para os usuários terem certeza de que o ID da tag tinha sido lido.

Assim, em 2016, a empresa começou a adotar um sistema da Barcoding Inc., que apresenta leitores para Front Gate Tickets. O leitor Power-over-Ethernet equivale a um pódio na altura da cintura com um topo plano no qual um leitor e uma antena RF HF estão instalados, aproximadamente do tamanho de um iPad da Apple. Um usuário passa pelo leitor, deslizando sua pulseira a centímetros daquela superfície plana e uma luz LED azul se ilumina para sinalizar uma leitura autorizada. Se a pulseira não for aceita, a luz brilha em vermelho.

Os dados coletados são armazenados no software baseado em nuvem do Front Gate Tickets. No entanto, diz Little, a tecnologia foi projetada para operar sem a internet quando necessário, uma vez que as conexões Wi-Fi estão muitas vezes indisponíveis ou limitadas em sites de festival. Para gerenciar problemas de acesso à internet, a empresa também instala servidores localizados nos sites para fornecer redundância.

A tecnologia pode ser instalada não apenas nas entradas e saídas das portas, mas também nas áreas VIP de back-stage (bastidores, atrás do palco). Assim, um indivíduo com permissão especial pode ter acesso a uma faixa ou back-stage.

 

As equipes de trabalho e membros da banda também podem receber pulseiras ou emblemas laminados. Esses crachás ou pulseiras RFID, em seguida, poderiam fornecer entrada para áreas de back-stage ou acesso a comida. O sistema também pode acompanhar os movimentos dos participantes dentro e fora de um evento, bem como quantos trabalhadores estão no local a qualquer momento, a duração da presença de cada trabalhador e quantos usam os serviços de restauração. Esses dados podem habilitar o festival a melhor estratégia de serviços ou colocações de portões em eventos futuros.

“Queríamos algo solidamente construído que não precisasse de muitos ajustes – algo plug and play”, diz Little. A partir de junho de 2016, a empresa lançou o sistema em diversos eventos.

Este ano, cerca de 60 festivais da empresa e outros eventos de clientes irão empregar o sistema Lid, de acordo com Bryce Fegley, diretor da Front Gate Tickets. Os outros eventos são menores e tendem a não exigir esse nível de automação para controle de acesso e emissão de bilhetes, observa ele. Como tal, utilizam um sistema baseado em código de barras, também fornecido pela Barcoding Inc.

Para aqueles que usam a pulseira habilitada para RFID, opções como pagamentos sem caixa (em que a ID da pulseira de um usuário está vinculada ao cartão de crédito) serão usadas em alguns casos. O sistema também permite ativações de patrocínio, como a utilização de quiosques para concursos ou prêmios.

“A satisfação que vimos de nossos clientes tem sido o melhor benefício”, afirma Fegley. “Eles foram guindados pelos novos portais”.

 

Via rfidjournal

Ministério lança aplicativo para facilitar a busca por emprego

O ministro do trabalho, Ronaldo Nogueira, lançou nesta terça-feira (23) um aplicativo para celulares e tablets que vai melhorar a comunicação entre o Ministério e os trabalhadores que dependem da rede Sine em todo o país. O Sine Fácil permitirá às pessoas acessarem vagas de emprego, buscarem informações sobre Abono Salarial e acompanharem os pagamentos de parcelas do Seguro-Desemprego.

“Esse aplicativo está inserido em um projeto do Ministério para aprimorar o relacionamento dos trabalhadores com a rede de atendimento Sine. Queremos aprimorar essa comunicação e, principalmente, tornar mais fácil aos trabalhadores e empregadores o acesso aos serviços do Sine”, afirmou o ministro.

Ronaldo Nogueira lembrou que o Sine disponibiliza diariamente cerca de 50 mil vagas de emprego em todo o país, e todas elas poderão ser acessadas pelo aplicativo. “Se o trabalhador tiver o aplicativo instalado, ele poderá acompanhar a inserção das vagas em tempo real e inclusive se candidatar a uma delas. E nós queremos que cada vez mais pessoas façam isso, porque existem 13 milhões de trabalhadores procurando emprego no país que podem se interessar por essas vagas”, explicou.

O aplicativo foi desenvolvido pela Dataprev, empresa de tecnologia do governo, e levou em conta a simplicidade, para que qualquer trabalhador consiga navegar nas funcionalidades criadas. Por enquanto, existe apenas na versão para Android, que já pode ser baixada gratuitamente.

Para utilizar o aplicativo pela primeira vez, o trabalhador precisará de um código de acesso (QR Code). Esse código é fornecido em qualquer unidade do Sine no país ou pelo site Emprega Brasil (www.empregabrasil.gov.br), caso o trabalhador tenha sido atendido no Sine em algum momento e já tenha cadastro na rede.

“É um projeto de acessibilidade social, que pensa no trabalhador, que visa facilitar o acesso a serviços e ao mercado de trabalho por meio da tecnologia”, resumiu o presidente da Dataprev, André Leandro Magalhães.

Via Ministério do Trabalho

Turck compra empresa de RFID para smartphone

A empresa de tecnologia de automação industrial Turck adquiriu a U Grok It, empresa familiar de seis anos, que desenvolve tecnologia RFID UHF para smartphones. A aquisição permitirá que a Turck ofereça soluções baseadas em RFID a baixo custo, usando dispositivos como o Grokker, um aparelho portátil que se conecta a outros equipamentos inteligentes baseados em Android, iOS ou Microsoft Windows 8 ou 10 e para desenvolver mais tecnologia de smartphone ou tablet como leitor RFID.

As duas empresas já têm uma relação que remonta a 2016, diz Chris Vitale, diretor de divisão de tecnologia fieldbus e diretor de marketing da Turck. Durante o ano passado, a Turck fez rebranding de sua tecnologia Grokker para atender às necessidades de seus próprios clientes. “Nós tínhamos acesso à tecnologia e a expandido”, diz, “usando-a de outras maneiras”. Com a aquisição, a Turck agora tem exclusividade em relação à tecnologia.

A U Grok It foi concebida pela equipe de marido e mulher Carrie e Tony Requist, para oferecer uma opção de baixo custo para os consumidores que desejam usar leitores portáteis RFID para rastrear seus pertences.

O Grokker, alimentado por uma bateria de íons de lítio recarregável, serve como um trenó para o qual os telefones podem ser ligados através da porta de áudio na parte superior ou inferior de um telefone. Com um aplicativo, o telefone torna-se um leitor de RFID UHF.

A Turck fabrica tecnologia de automação industrial, incluindo soluções UHF e RFID de alta frequência (HF) para indústrias químicas, de energia, alimentos e bebidas, petróleo e gás, embalagens, farmacêuticas e de semicondutores. A empresa fabrica sistemas RFID portáteis e fixos. A tecnologia U Grok It abre a oportunidade para uma nova linha de produtos de baixo custo, explica a empresa.

Atualmente, diz Vitale, os leitores portáteis de RFID são caros. “Nossos olhos estão mudando isso”, afirma, “e com a aquisição de U Grok It, temos um caminho para fazer isso acontecer”. A maioria dos leitores portáteis comerciais de RFID e scanners de código de barras, acrescenta, custam milhares de dólares. A Turck agora está trabalhando para desenvolver um dispositivo all-in-one baseado em Android que usará a tecnologia Grokker construída diretamente em um único dispositivo Android que pode operar com HF, UHF e varredura de código de barras. O dispositivo, prevê, terá um preço abaixo de US$ 1.000, o que é consideravelmente mais barato do que a maioria dos leitores portáteis comerciais existentes.

A Turck não só vai construir a sua própria tecnologia, mas também apoiar clientes da U Grok It com produtos Grokker, bem como suporte para desenvolvedores com kits de software (SDKs) e aplicativos. “Queríamos ter certeza que a U Grok It estaria disponível para nossos clientes atuais”, diz Laura Sankey, VP de vendas e marketing da empresa. Seus clientes operam a gama de pequenas empresas com dois escritórios para rastreamento de pastas de arquivo e industriais que procuram handhelds com preços razoáveis para um ou mais sites.

Os clientes da U Grok It podem continuar a comprar os seus produtos com a Turck, bem como receber suporte ao cliente e aplicativos SDKs para dispositivos Android ou iOS, diz Carrie Requist, fundador e CEO da U Grok It.

“O plano é que continuaremos a oferecer esses produtos”, diz Vitale. Enquanto isso, A U Grok It deixará de existir como um negócio independente, embora o pessoal de sua equipe ajude na transição.

Desde que a U Grok It foi lançada em 2011, Sankey diz que “levou a empresa com cinco pessoas até o ponto em que agora tem uma equipe de 4.500, capazes de suportar este produto”. Ao vender a empresa à Turck, acrescenta, a linha de produtos estará disponível para uma base de clientes muito maior. Enquanto isso, Sankey relata: “estamos empenhados em acompanhar a transição suavemente”.

“Ao adquirir a tecnologia baseada em smartphones”, explica Turck, “agora podemos operar mais plenamente como um balcão único do que a U Grok It”. Poderá, ao oferecer também software, integração e leitores fixos, conforme necessário. Vitale diz que os novos produtos da Turck usando a tecnologia U Grok It serão lançados nos próximos meses.

Via RFIDjournal