Komatsu cria caminhão autônomo que não tem espaço para motorista!

Se para rodar dentro das cidades os carros autônomos precisam ter mecanismos que permitam a escolha pela condução manual, o mesmo não ocorre no ambiente rural. Tanto que a marca de caminhões Komatsu acaba de apresentar um modelo que sequer conta com espaço para motorista.

A empresa batizou a novidade de Innovative Autonomous Haulage Vehicle. É um caminhão para carregamento que apresenta melhorias de desempenho justamente por dispensar a necessidade de intervenção humana.

Esse tipo de veículo costuma ser empregado em minas. Uma vez carregados por uma escavadeira, eles vão até um ponto de descarte, onde o condutor tem de fazer uma manobra para liberar a carga. Como o motorista precisa olhar para fora da cabine para ver aonde está indo, existe uma limitação de espaço que o obriga a fazer manobras o tempo todo.

No caminhão da Komatsu isso não acontece, já que o veículo não precisa de um campo de visão. Ele simplesmente trafega de frente e de ré.

A companhia exibiu o modelo durante uma feira que terminou ontem, 28, em Las Vegas e promete colocá-lo no mercado “em breve”.


Via @olhardigital

Snapchat muda de nome e lança óculos que gravam vídeos

Febre entre os jovens, o Snapchat não será mais só um aplicativo: a empresa acaba de anunciar que passa a se chamar Snap Inc. e planeja investir em hardware daqui para a frente. Seu primeiro gadget, batizado de Spectacles ou “Specs”, será um modelo de óculos de sol que grava e compartilha vídeos.

Se você se lembrou do Google Glass, pode esquecer. Os Spectacles se limitam à gravação de vídeos e não terão nenhuma funcionalidade ligada à realidade aumentada ou virtual, como a aposta malsucedida do Google.

Os óculos terão modelos em três cores (preto, coral e verde-azulado) e virão com uma pequena câmera nas laterais da armação. Se você apertar um botão perto da câmera esquerda, os Specs gravarão o que você enxerga por 10 segundos. Acionar o botão mais vezes fará com que o registro dure mais, sem nunca exceder 30 segundos.

Em entrevista ao Wall Street Journal, o CEO da Snap, Evan Spiegel, disse que usou os óculos numa caminhada e ficou fascinado com o resultado. “Eu pude ver a minha própria memória, pelos meus próprios olhos, e foi incrível. Uma coisa é você ver imagens de uma experiência que você teve, outra é ter uma experiência da experiência. Foi o mais perto que eu já cheguei da sensação de estar lá outra vez”, explicou.

Spiegel disse ao jornal que ainda vê os óculos como um “brinquedo” para ser usado em shows, viagens e festas, mas que enxerga um futuro promissor na ideia de libertar seu aplicativo das câmeras de smartphone.

A lente dos Specs é capaz de gravar num ângulo de 115 graus. Os vídeos serão em formato circular, imitando o formato dos olhos. Graças à conexão com wi-fi e bluetooth, os Spectacles podem transferir automaticamente os vídeos para o aplicativo do Snapchat.

Segundo a empresa, o produto custará 130 dólares, algo em torno de 420 reais – o que se aproxima do preço de óculos de sol “comuns” de marcas famosas no Brasil (e que não incluem câmeras de vídeo). A disponibilidade do produto em lojas fora dos Estados Unidos ainda não foi confirmada.

A empresa explicou que a mudança de nome para Snap não se estende ao aplicativo, que continuará se chamando Snapchat.

Veja abaixo o vídeo de apresentação do produto:

Via: Exame Tecnologia

 

Brasil é um dos lugares mais caros do mundo para se ter um carro

Eis uma notícia que apenas confirma aquilo que a gente, de certa forma, já sabia: o Brasil é um dos lugares mais caros do mundo para se possuir um carro. Os detalhes e valores foram levantados por uma consultoria realizada pela corretora de financiamento britânica CarFinance247 em parceria com o site Auto Express para esclarecer os custos que o inglês possui ao ser dono de um automóvel.
Com isso, os valores necessários para manter um veículo desses em diversos países do mundo foram revelados e o Brasil aparece sempre nas primeiras posições das listas de custo médio de carro novo, valor de combustível por litro e preço médio do seguro veicular de cada um dos locais.

Como padrão de comparação, foi usado um Volkswagen Golf 1.4, modelo presente no mercado de quase todos os países analisados. Entre eles, podemos ver, além do Brasil, Rússia, África do Sul, Venezuela, Estados Unidos, Índia, Japão e Austrália, por exemplo. Os valores foram analisados nas moedas locais e convertidos em libras esterlinas na publicação original. Além disso, diferenças culturais, como o uso abrangente de etanol à base de cana de açúcar como combustível no Brasil, também foram levadas em conta.

O preço de um carro novo
Na primeira lista, o Brasil já figura na ponta, com o Volkswagen Golf 1.4 mais caro do planeta: mais de R$ 95 mil. O valor do carro na Austrália, por exemplo, equivale a 64,3% do que ele custa no nosso país. Na Índia, considerando um modelo equivalente ao da montadora alemã, você paga pouco mais de um terço desse total – R$ 37 mil. Confira a lista completa com os valores convertidos para reais:
1) Brasil: R$ 95.670
2) Reino Unido: R$ 81.014
3) Japão: R$ 78.600
4) Alemanha: R$ 74.754
5) Venezuela: R$ 72.760
6) África do Sul: R$ 70.380
7) Emirados Árabes Unidos: R$ 70.117
8) Estados Unidos: R$ 64.358
9) Rússia: R$ 62.324
10) Austrália: R$ 61.610
11) Índia: R$ 37.750 (modelo equivalente ao Golf 1.4)

Bancando o combustível
Todos sabem que para ter um carro, não basta apenas comprá-lo. Seus custos posteriores são uma grande pedra no sapato de quem não tem uma estabilidade financeira considerável . Combustível, manutenção e impostos contribuem para uma boa parte do valor que precisamos gastar com um veículo e, portanto, devem ser levados em conta nesse cálculo também.

De acordo com o levantamento, o Brasil é o quarto entre os países analisados com o combustível mais caro, mesmo levando em conta o etanol, que costuma ser muitas vezes mais barato que a gasolina (em termos proporcionais entre custo e rendimento). Atrás apenas de Reino Unido, Alemanha e Japão, nosso país tem um custo médio de R$ 3,68 por litro de gasolina comum e R$ 3,10 por litro de diesel. Veja a lista completa com os outros países analisados:
1) Reino Unido: R$ 4,64
2) Alemanha: R$ 4,63
3) Japão: R$ 3,93
4) Brasil: R$ 3,68
5) Índia: R$ 3,13
6) Austrália: R$ 2,95
7) África do Sul: R$ 2,85
8) Venezuela: R$ 1,91
9) Rússia: R$ 1,86
10) Emirados Árabes Unidos: R$ 1,37
11) Estados Unidos: R$ 1,37

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O valor médio do seguro veicular
Um ponto importante quando se compra um carro é o seguro. Em alguns países do mundo, ele é obrigatório, ou seja, não existe a opção de se comprar um veículo e não assegurá-lo contra roubo e danos. No Brasil, você pode optar por não pagar seguro, mas os altos níveis de furto e acidentes praticamente tornam inviável a posse de um carro sem que ele esteja devidamente protegido.

Nessa relação, o Brasil perde apenas para a Alemanha (mas não de 7 a 1). Os altos preços alemães devem-se provavelmente às famosas autobahns, rodovias federais sem limites de velocidade. No Brasil, a criminalidade é a principal causadora dos valores altos. Já na Rússia, com seu trânsito caótico e os conhecidos golpes às seguradoras – que obrigou muitos motoristas a instalarem câmeras em seus carros para servirem como testemunhas de incidentes de trânsito –, o seguro é bem barato: apenas R$ 172. Confira a lista completa:

  • 1) Alemanha: R$ 5.068
  • 2) Brasil: R$ 3.824
  • 3) Reino Unido: R$ 3.045
  • 4) Estados Unidos: R$ 2.893
  • 5) Austrália: R$ 2.809
  • 6) Emirados Árabes Unidos: R$ 1.723
  • 7) África do Sul: R$ 1.052
  • 8) Índia: R$ 961
  • 9) Japão: R$ 835
  • 10) Venezuela: R$ 816
  • 11) Rússia: R$ 172

 

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Poder de compra
Para se ter uma ideia melhor do que todos esses dados significam, devemos ter como parâmetro um indicador que mostre o poder de compra médio de um país. A comparação só torna tudo pior para o Brasil, que está apenas em oitavo lugar na lista de PIB per capita entre os países analisados, ganhando de Venezuela, África do Sul e Índia. Isso significa que, além de estarmos sempre nos primeiros lugares nas relações de custo, estamos quase em último na lista dos mais abonados. Aqui, ganha-se pouco e gasta-se muito.

Com exceção dos Emirados Árabes Unidos, em primeiro lugar, que mostra uma informação um pouco distorcida devido a sua sociedade incomum, os Estados Unidos, a Alemanha e a Austrália ocupam o topo da lista. Vale lembrar, por exemplo, que a Austrália possui o Golf 1.4 mais barato de todos os países, enquanto o Brasil vende o mais caro. Veja a seguir os valores de PIB per capita dos lugares que participaram do levantamento.
1) Emirados Árabes Unidos: R$ 224.056
2) Estados Unidos: R$ 178.117
3) Alemanha: R$ 150.784
4) Austrália: R$ 145.190
5) Reino Unido: R$ 131.536
6) Japão: R$ 119.054
7) Rússia: R$ 77.999
8) Brasil: R$ 48.995
9) Venezuela: R$ 45.981
10) África do Sul: R$ 41.996
11) Índia: R$ 19.421

Via @tecmundo

Ônibus se dirigem à operação autônoma

Agências de trânsito estão começando a confiar em redes de Internet das Coisas para melhorar a segurança e oferecer transporte com eficiência energética

Em junho de 2016, Columbus, nos Estados Unidos, venceu seis outras cidades finalistas entre 87 candidatas no desafio Smart City Challenge, uma iniciativa do U.S. Department of Transportation (DOT) que atraiu cidades para fazer melhorias significativas em seus sistemas de transporte público dando ao vencedor US$ 40 milhões em financiamento. O DOT quer estimular as relações entre as cidades e os fornecedores de tecnologia que vão melhorar a segurança e a eficiência do trânsito. Em outras palavras, integrar novas tecnologias ao transporte público, acrescentando GPS para ônibus e, em seguida, aplicativos para smartphones.
As agências de transporte público estão começando a testar e implantar tecnologia vehicle-to-infrastructure (V2X), que se refere à comunicação entre dois veículos ou entre um veículo e a infraestrutura (como um dispositivo de rádio de curto alcance anexado a um poste de luz), assim como a utilização de sensores que monitorem o ambiente em torno de um veículo e interagem com os sistemas de controle na nuvem.

As  agências de trânsito estão aproveitando essas tecnologias para suportar aplicações de segurança e eficiência, como a prevenção de colisões, roteamento otimizado e consumo eficiente de combustível. Todos esses casos de uso estão convergindo para o uso de serviços de transporte de autônomos, o que poderia ajudar as agências de trânsito a resolver um problema complicado: a “última milha” entre centros de trânsito e destinos populares, como campus corporativos, centros governamentais e comerciais ou universidades. Porque rotas para esses locais são adequadas ao serviço de transporte autônomo, projetado para viagens lentas e curtas.
A Local Motors, uma startup de oito anos de idade, recentemente estreou o Olli, um veículo elétrico autônomo que pode viajar a até 35 milhas por hora. Os primeiros Ollies foram lançados neste ano para um projeto piloto no distrito National Harbor, em Washington, DC.
Uma empresa holandesa chamada WEpods está desenvolvendo um serviço de transporte similar para uso na Europa.
Para desenvolver o Olli, a Local Motors em parceria com a Meridian Autonomous, que usa LiDAR para mapear a rota que um serviço de transporte irá conduzir e no mapa designa prédio e marcos que o sistema operacional do transporte irá usar para orientar-se enquanto se move pela rota. O Olli emprega a capacidade cognitiva de computação baseada em nuvem do IBM Watson para coletar dados de mais de 30 sensores embutidos no veículo. Uma série de sensores LiDAR, integrada ao corpo do veículo, irá enviar um sinal de parada para o motor, se for detectado um obstáculo no caminho do veículo.
Ainda será necessário algum tempo antes de grandes ônibus de transporte público serem conduzidos de modo autônomo em rotas diferentes ao longo de seus ciclos de vida. Mas a Mobileye, uma empresa israelense fundada em 1999, está trazendo sua tecnologia computer-vision, que alguns fabricantes usam para permitir características de condução autônoma, para agências de trânsito.
A Mobileye irá fornecer a Columbus sua tecnologia de assistência à segurança, que usa câmeras e visão por computador para ajudar os motoristas de ônibus a evitar colisões com ciclistas, pedestres e motociclistas.

Visa inaugura centro para inovação em pagamento digital

A Visa deu mais um passo para acabar com o cartão de crédito físico. A empresa inaugura nesta quinta-feira seu primeiro centro de inovação no Brasil, localizado em sua sede na capital paulista. O foco é o desenvolvimento de novos métodos de pagamento digital a partir de parcerias com startups, empresas e desenvolvedores.

“O centro de inovação muda a forma como dialogamos com nossos desenvolvedores e clientes”, falou a EXAME.com Érico Fileno, diretor executivo de produtos da Visa no Brasil. “Ele amplia a atuação da empresa e desenvolve inovações de uma forma mais rápida.”

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A ideia é que a parceria com startups traga inovação a pagamentos digitais. “Queremos mudar a imagem de que um produto foi ‘feito pela Visa’ para ‘habilitado pela Visa’”, falou a EXAME.com Percival Jatobá, vice-presidente de produtos da Visa no Brasil.

Neste momento, o foco da Visa é em duas tecnologias que podem mudar o mercado de pagamentos digitais: biometria e internet das coisas.

“A internet das coisas vai transformar a maneira como a sociedade faz e recebe pagamentos”, diz Jatobá. “Não teremos conexão com uma máquina, mas com várias máquinas ao mesmo tempo.” Segundo uma pesquisa da empresa, 50 bilhões de máquinas estarão interconectadas em 2020.

Para o executivo, essas mudanças não assustam. Ele explica que a Visa passou por um momento de educar o mercado na transição do cartão de tarja para o chip (com o qual se usa uma senha eletrônica). “Naquela época, fizemos um projeto de aculturamento do comércio. Com pagamentos móveis, teremos que fazer esse processo novamente.”

Para que tudo isso fosse possível, no entanto, uma mudança iniciada no começo deste ano foi crucial: a permissão para que desenvolvedores externos acessem os sistemas da Visa. “Apenas com a abertura dos nossos sistemas conseguiremos criar novas tecnologias”, falou a EXAME.com José María Ayuso, vice-presidente de produtos da Visa na América Latina.

Uber dos pagamentos

Pelo programa Visa Developer, a empresa já concede acessos a 11 APIs (sigla para interfaces de programa de aplicação), que permitem a comunicação entre sistemas da Visa e externos. Kits de desenvolvimento de software também foram disponibilizados.

Essa estratégia, diz Ayuso, faz parte da “uberização” do mercado. O termo é uma alusão ao Uber, que não criou sistemas de mapeamento, pagamento ou comunicação. Em vez disso, usou APIs abertas para viabilizar o serviço.

O espaço em São Paulo não é o primeiro do tipo. Outros estão em cidades como Dubai, São Francisco e Londres. Aqui, fica localizado dentro da própria sede da empresa. O espaço tem clima mais descontraído do que o restante da empresa. Produtos como relógios, pulseiras e anéis de pagamentos ficam disponíveis para testes.

Ayuso diz que o Brasil foi uma escolha fácil. “O país comporta mais da metade do volume de negócios da Visa na América Latina. De todas as transações de e-commerce feitas na América Latina, 60% são feitas aqui.” Outro fator que pesou foi o fato de que os bancos brasileiros inovam rápido.

Neste início, a Visa fechou uma parceria com a Farm, aceleradora de startups. “Afinal, a Visa também já foi uma startup e se tornou uma grande empresa devido ao pensamento disruptivo de um indivíduo, o nosso fundador”, diz Jatobá.

Centros como esse podem ajudar a acabar com os cartões físicos. Mas é um plano para longo prazo. “Talvez, no futuro, as pessoas não utilizem mais o cartão de crédito físico. Mas não acredito que a minha geração ou ainda a próxima irá descarta-lo”, diz Ayuso.